<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192</id><updated>2011-07-12T07:24:52.469-07:00</updated><title type='text'>kaozmatron - pq ainda é preciso ter kaoz...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-2680244554405880432</id><published>2008-11-19T18:56:00.001-08:00</published><updated>2008-11-19T18:56:47.591-08:00</updated><title type='text'>Poder.Resistência.Liberdade.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Foucault define o poder com uma clareza e objetividade assustadoras. O poder é uma relação de forças, melhor ainda, toda relação de forças é uma “relação de poder.” É preciso ter em mente, em primeiro lugar, que o poder não é uma forma, como a forma-Estado, e que diferentemente do saber, o poder não se manifesta em duas formas. Em segundo lugar, a força nunca está no singular, essencialmente ela precisa estar em relação com outras forças, sendo assim, toda força já é relação, ou seja, poder: a força não tem objeto e nem sujeito, a não ser a força.(DELEUZE, Foucault,São Paulo, 2005, Editora Brasiliense) O que não deve ser encarado em sua obra como uma volta ao Direito Natural, na medida em que o direito é apenas uma forma da expressão, a Natureza uma forma da visibilidade, e a violência apenas um concomitante, um conseqüente, nunca um constituinte. Próximo a Nietzsche (e de Marx também), para quem a relação de forças ultrapassa singularmente a violência, não podendo ser definida por ela. A violência afeta aos corpos, objetos ou seres determinados cuja forma altera ou destrói, já a força não tem outro objeto além de outras forças, nem outro ser além da relação; “é uma ação sobre a ação, sobre as ações eventuais, atuais, futuras ou presentes, um conjunto de ações sobre as ações possíveis. Uma lista aberta pode ser feita das variáveis que exprimem uma relação de poder, uma lista que é constituída de ações sobre ações: incitar, induzir, desviar, tornar fácil ou difícil, ampliar ou limitar, ... As grandes teses de Foucault sobre o poder desenvolvem-se em três rubricas: o poder não é essencialmente repressivo, uma vez que incita, suscita e produz; se exerce antes de ser possuído (já que só se possui sob uma forma determinável – classe – e determinada – Estado); passa pelos dominados tanto quanto pelos dominantes, por passar por todas as forças em relação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Um exercício de poder aparece como um afeto, na medida em que a própria força se define por seu poder de afetar outras com as quais ela esta em relação e de ser afetada por outras. Incitar, suscitar, produzir constitui afetos positivos, em contrapartida ser incitado, suscitado, determinado a produzir, afetos reativos. Estes não são simplesmente a repercussão ou um reverso passivo daqueles, mas antes o “irredutível interlocutor”, principalmente se considerarmos que a força afetada não deixa de ter uma capacidade de resistência. Espontaneidade e receptividade adquirem aqui o sentido de afetar e ser afetado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O poder de ser afetado é como uma matéria da força, e o poder de ser afetado pode ser entendido como a função da força. Trata-se de uma pura função, em outras palavras, uma função não-formalizada, independentemente das formas concretas em que ela se encarna, dos objetivos que satisfaz e dos meios que emprega: uma física da ação, uma física da ação abstrata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Na medida em que o poder evolui do modelo de soberania para um modelo disciplinar, transformando – se em “biopoder”, uma “biopolítica” das populações, responsabilidade e gestão da vida, onde a vida surge como o novo objeto do poder. Nesse sentido, as diferenças são tratadas como inimigas, agentes biológicos prejudiciais que devem ser erradicados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Quando o poder toma a vida como objeto, a resistência ao poder passa a ser feita em nome da vida, e a volta contra o poder. “A vida como política foi tomada ao pé da letra e voltada contra o sistema que planejava controlá-la.” O que a resistência extrai do homem são as forças, como diria Nietzsche, de uma vida mais ampla, mais ativa, mais afirmativa, mais rica em possibilidades. O que o super-homem sempre quis dizer é que a vida precisa ser libertada dentro do próprio homem, na medida em que o próprio homem não deixa de ser uma maneira de aprisioná-la.&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“Como observou Arthur Shopenhauer, a “realidade” é criada pelo ato de querer, é a teimosa indiferença do mundo em relação à minha intenção, a relutância do mundo em se submeter à minha vontade, que resulta na percepção do mundo como “real”, constrangedor, limitante e desobediente. Sentir-se livre das limitações, livre para agir conforme os desejos significa atingir o equilíbrio entre os desejos, a imaginação e a capacidade de agir...” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;(BAUMAN, 2000). Sendo assim, a sensação de liberdade é atingida na medida em que imaginação e desejo não ultrapassam a nossa capacidade de agir. Tal equilíbrio pode ser atingido de duas maneiras, reduzindo os campos da imaginação e do desejo, ou ampliando nossa capacidade de ação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O “biopoder”, na medida em que concentra suas ações na própria vida dos homens, trata de tentar liquidar a imaginação, controlar os desejos e reprimir a nossa capacidade de ação. Ma o fato é que onde há poder, há resistência, e as resistências ao poder, muitas vezes, têm força irresistível. Foucault definia a liberdade como um conjunto de atitudes e comportamentos característicos de sujeitos autônomos de suas práticas, e que hoje, objetivo principal não é o de nos descobrirmos, mas de recusar ser o que somos. Recusar sermos meras formigas. Não se trata mais de encontrarmos nosso eu no mundo, mas de inventarmos a nossa subjetividade. A subjetividade é o resultado de um processo inventivo. De modo que a luta pela liberdade começa na esfera subjetiva. A criação de subjetividade implica na descoberta de limites, na ultrapassagem desses limites e por fim no reconhecimento de que novamente entrou-se em limites, levando a novas ultrapassagens, num processo infinito. Lutar por liberdade é atuar no limite, é comer pelas bordas, um movimento em busca de linhas de fuga, é uma guerra travada por guerrilhas, bater e correr, morte e transfiguração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Levantes e insurreições são classificados pela historiografia oficial, como revoluções que fracassaram. O fracasso segundo eles residiria no fato de que tais momentos não cumpriram a trajetória esperada. Revolução, reação, traição e a fundação de um Estado ainda mais forte e opressor. Ao falhar em completar esta trajetória, o levante sugere um movimento fora e além da esfera que denominamos como progresso. Insurgo: rebelar-se, levantar-se. Uma ação de independência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Se a História É "Tempo", como declara ser, então um levante é um momento que surge acima e além do Tempo, viola a "lei" da História. Se o Estado É História, como declara ser, então o levante é o momento proibido, uma imperdoável negação da dialética como dançar sobre um poste e escapar por uma fresta, uma manobra xamanística realizada num "ângulo impossível" em relação ao universo. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;(HAKIM BEY)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O objetivo das ações retratadas aqui, e agora tomo emprestadas algumas palavras de Vaneigem, é a construção de situações que tenham o potencial de produzir momentos radicais de poesia, que mudem a vida e transformem o mundo. Onde a criatividade possa ser igualmente repartida e se expresse de maneira direta e espontânea no calor desses instantes que são privilegiados. Momentos abertos à poesia, ou melhor, à construção total da vida cotidiana, a uma inversão total da perspectiva imposta, acontecimentos absolutos e sem apelo. Como em um carnaval, onde as pessoas abrem os olhos a possibilidades que pareciam encobertas, onde por um breve instante a cidade se transforma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-2680244554405880432?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/2680244554405880432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=2680244554405880432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/2680244554405880432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/2680244554405880432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/11/poderresistncialiberdade.html' title='Poder.Resistência.Liberdade.'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-3203606620001192916</id><published>2008-11-12T21:53:00.001-08:00</published><updated>2008-11-12T21:53:39.335-08:00</updated><title type='text'>Tempo, espaço, cidade.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Cada condomínio fechado tem um sonho: ser uma cidade (ou um bairro) diferente das cidades comuns, cheias de estrangeiros sinistros que se esgueiram nas ruas escuras, e brotam de lugares visivelmente perigosos. O loteamento fechado é como uma visão &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;high tech&lt;/i&gt; do feudo, que abriga detrás de seus muros colossais, torres de vigia, fossos e pontes levadiças uma aldeia protegida dos perigos do mundo. “Uma cidade feita sob medida para indivíduos que querem administrar e monitorar seu estar junto (...), simultaneamente um claustro e uma fortaleza inacessível e bem guardada.” (BAUMAN, Zygmunt – &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Modernidade Líquida”, &lt;/i&gt;Rio de Janeiro, Zahar, 2000)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O claustro concebido pelo traço do arquiteto é como a cidade da alegria e do divertimento compulsórios, onde a felicidade é o único mandamento, algo bem diferente do “esconderijo dos ascetas voltados para os céus, que se auto-imolam, são piedosos, oram e jejuam.” Já a fortaleza, conta com as mais avançadas tecnologias de vigilância, cercas elétricas de alta voltagem, muros altos, acessos vigiados por câmeras e guardas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Aqueles que se dão ao luxo de comprar uma casa em um condomínio podem passar boa parte de suas vidas afastados dos riscos e perigos da turbulenta, hostil e assustadora selva que começa logo após o fim de seus muros. Tudo que uma vida agradável requer está lá. Lojas, igrejas, restaurantes, teatros, mata, playgrounds, pistas de corrida, quadras poliesportivas, e áreas livres suficientes para se acrescentar “o que quer que a moda de uma vida decente possa demandar no futuro.” (idem)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;George Hazeldon, arquiteto inglês radicado na África do Sul, é bastante explícito ao esclarecer as vantagens de seu Heritage Park, condomínio de luxo não muito longe da cidade do Cabo, sobre os lugares onde a maioria das pessoas vivem:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Hoje a primeira questão é a segurança. Queiramos ou não, é o que faz a diferença (...). Quando eu cresci, em Londres, tínhamos uma comunidade. Você não fazia nada errado porque todos conheciam e contariam pra seu pai ou mãe (...). Queremos recriar isso aqui, uma comunidade que não precisa se preocupar.&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; (BAUMAN)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Ao preço de uma casa em empreendimentos como o Heritage, você ganha acesso a uma comunidade. “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Comunidade&lt;/i&gt; é, hoje, a última relíquia das utopias da boa sociedade de outrora, é o que sobra dos sonhos de uma vida melhor, compartilhada com vizinhos melhores, todos seguindo melhores regras de convívio. Pois a utopia da harmonia reduziu-se, realisticamente, ao tamanho da vizinhança mais próxima.” Justamente por isso que a “comunidade” é um bom argumento de venda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;No entanto, é preciso notar qual é o sentido dessa reunião comunitária. A comunidade da sua infância em Londres, a qual Hazeldon deseja recriar na África do Sul é apenas um território vigiado de perto pelos próprios vizinhos. “A diferença entre o passado afetuosamente lembrado e sua réplica atualizada é que o que a comunidade das memórias de infância de Hazeldon obtinha usando os olhos, língua e mãos, casualmente e sem muito pensar, no Heritage Park é confiado a câmeras de TV ocultas e dúzias de seguranças armados verificando senhas nos portões e discretamente (ou ostensivamente, se necessário) patrulhando as ruas.”(idem).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Essa fuga para a segurança dos muros não é novidade na história da humanidade, essa crença na conspiração dos outros contra nós atormentou certos homens em todos os tempos e lugares do mundo. O que é novo é que são os assaltantes (juntamente com os vagabundos e outros desocupados, personagens estranhos ao lugar em que se movem) que levam a culpa representando, o diabo, maus espíritos, ou mesmo os comunistas escondidos debaixo da cama. A figura do assaltante tornou-se o nome comum e popular para o “medo ambiente que assola os nossos contemporâneos”, assim sua presença se torna crível e o medo de ser assaltado é amplamente compartilhado. Sendo assim, quantias cada vez maiores do dinheiro público são gastas com o propósito de identificar e caçar os “assaltantes, vagabundos e outras versões atualizadas daquele terror moderno, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;móbile vulgos – &lt;/i&gt;os tipos inferiores de pessoas em movimento, surgindo e se espalhando em lugares onde só deveriam estar as pessoas certas”. A defesa das ruas perigosas, assim como o exorcismo em casas mal-assombradas de outrora, passa a ser reconhecida como um objetivo digno de ser perseguido, sendo encarada como a maneira apropriada de proteger as pessoas contra os medos e perigos que as tornam cada vez mais sobressaltadas, nervosas, tímidas e assustadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O perigo mais tangível para aquilo que é definido como “cultura pública” está na “política do medo cotidiano”. “O espectro arrepiante e apavorante das &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;ruas inseguras&lt;/i&gt; mantém as pessoas longe dos espaços públicos e as afasta da busca da arte e das habilidades necessárias para compartilhar a vida pública.” (BAUMAN)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A fortificação da vida cotidiana, não é privilégio apenas dos mais ricos. Nas periferias, as principais vítimas do esvaziamento das funções do Estado, o crime organizado ocupa as brechas deixadas pelo poder público, fazendo o papel de vigilantes e de juízes, aqui os muros são invisíveis e as armas são mais pesadas. Os traficantes exercem seu poder tanto pela coerção quanto pela admiração que conquistam ao fazerem às vezes do Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;“A comunidade definida por suas fronteiras vigiadas de perto e não mais por seu conteúdo; a “defesa da comunidade” traduzida como o emprego de guardiões armados para controlar a entrada; assaltante e vagabundo promovidos à posição de inimigo número um; compartimentação das áreas públicas em enclaves defensáveis com acesso seletivo; separação no lugar da vida em comum – essas são as principais dimensões da evolução corrente da vida urbana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Richard Sennet define a cidade como “um assentamento humano em que estranhos têm chance de se encontrar&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”. Significa que estranhos podem se encontrar em sua condição de estranhos, saindo desse encontro casual como estranhos, de modo que tudo termina de maneira tão abrupta quanto começou. Nada de retomadas, nem troca de informações sobre as atribulações do dia-a-dia, ou lembranças compartilhadas, nada que possa servir de guia para esse presente encontro. Um evento sem passado ou futuro, “uma oportunidade única a ser consumada enquanto dure e no ato, sem adiamento e sem deixar questões inacabadas para outra ocasião.” (2000).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A vida urbana requer um tipo de atividade muito especial e sofisticada, trata-se de um grupo de habilidades que Sennet denominou como “civilidade”:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;a atividade que protege as pessoas umas das outras, permitindo, contudo, que possam estar juntas. Usar uma máscara é a essência da civilidade. As máscaras permitem a sociabilidade pura, distante das circunstâncias do poder, do mal-estar e dos sentimentos privados das pessoas que as usam. A civilidade tem como objetivo proteger os outros de serem sobrecarregados com nosso peso.&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Tal objetivo é seguido na espera da reciprocidade. Proteger os outros contra a sobrecarga refreando o ato de interagir com eles, isso só faz sentido quando se espera generosidade semelhante. “A civilidade como linguagem, não pode ser “privada”. Antes de se tornar a arte individualmente aprendida e privadamente praticada, a civilidade deve ser uma característica da situação social. É o entorno urbano que deve ser “civil”, afim de que seus habitantes possam aprender as difíceis habilidades da civilidade”. (idem)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Dizer que o meio urbano é “civil” significa a disponibilidade de espaços que as pessoas possam compartilhar como &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;personae públicas – &lt;/i&gt;sem serem pressionadas ou induzidas a abrir mão de suas máscaras. “Mas também significa uma cidade que se apresenta a seus residentes como um bem comum que não pode ser reduzido ao agregado de propósitos individuais e como uma tarefa compartilhada que não pode ser exaurida por um grande número de iniciativas individuais, como uma forma de vida com um vocabulário e lógica próprios e com sua própria agenda, que é (e está fadada a continuar sendo) maior e mais completa que a lista de cuidados e desejos individuais – de tal forma que “vestir uma máscara pública” é um ato de engajamento e participação, e não um ato de descompromisso e retirada do “verdadeiro eu”, deixando de lado o intercurso e o envolvimento público, manifestando o desejo de estar só e continuar só.”(2000)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Nas cidades contemporâneas há muitos lugares que recebem o nome de “espaços públicos”. Possuem os mais variados tipos e tamanhos, mas a maior parte deles faz parte de uma de duas grandes categorias. “Cada categoria dessas se afasta do modelo de espaço civil em duas direções opostas que se complementam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A Avenida Luiz Carlos Berrini, a menina dos olhos do mercado imobiliário com fins comerciais paulistana, incorpora todas as características da primeira das duas categorias de espaços públicos urbanos, que não são civis. O que chama a atenção é acima de tudo a falta de hospitalidade da via, tudo aquilo que se vê inspira respeito e ao mesmo tempo desencoraja a permanência. Os edifícios que margeiam a via de fluxo intenso de veículos são feitos para serem admirados, e não visitados; cobertos de cima a baixo por vidro refletivo parecem não possuir portas ou janelas, dando as costas para a rua da qual se erguem. Os pedestres que ocupam as calçadas, ou estão indo para seus postos de trabalho em alguma das milhares de salas voltadas para este fim, ou estão nos pontos de ônibus a espera de sair dali. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“A segunda categoria de espaço público mas não civil se destina a servir aos consumidores, ou melhor, a transformar o habitante da cidade em consumidor”. Consumidores geralmente compartilham esses lugares (casas de shows, pontos turísticos, shopping centers), sem ter qualquer interação social real. Lugares que encorajam a ação e não a interação. Ao compartilhar o espaço físico com outros, o consumidor dá importância a ação, conseguindo a aprovação pelo número, “que corrobora seu sentido e a justifica sem necessidade de mais razões”. Qualquer interação os afastaria de suas ações, que requerem um envolvimento pessoal, trazendo prejuízo e não vantagens. Nada seria acrescentado aos prazeres de comprar e desviaria corpo e mente desta tarefa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O consumo é um passatempo individual, constituído de sensações experimentadas apenas subjetivamente. As multidões que lotam esses templos de consumo são apenas ajuntamentos, não formam congregações, por mais cheios, tais lugares de consumo coletivo não têm nada de “coletivo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“Os encontros, inevitáveis em lugares lotados, interferem com o propósito” (BAUMAN), devem ser breves e superficiais. O lugar é protegido contra todo tipo de chatos, intrometidos, qualquer um que possa interferir no isolamento do consumidor. No templo do consumo é sempre primavera (BAUDRILLARD), graças aos sistemas de iluminação artificial e condicionamento do ar, uma ilha de ordem, livre das populações marginais (pelo menos se supõe isso), ninguém está lá pra conversar ou socializar. “Levam com elas qualquer companhia de que queiram gozar (ou tolerem), como os caracóis levam suas casas.” (BAUMAN)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Tudo aquilo que acontece dentro do templo do consumo tem pouca ou nenhuma relação com o ritmo e/ou o teor da vida diária que flui fora de seus portões, é como estar em outro lugar. Diferente dos carnavais, que também envolvem essa experiência de ser transportado: as idas às compras são principalmente viagens no espaço, e apenas secundariamente viagens no tempo (2000). No carnaval a cidade se transforma, pode ser entendido como um intervalo de tempo em que ela se transforma antes de cair novamente em sua rotina. Um lapso de tempo definido que, no entanto retorna de maneira cíclica, desvendando um outro lado da realidade diária, um lado ao alcance de todos, mas que normalmente permanece oculto e impossível de tocar. A lembrança dessa descoberta unida a esperança de outros relances por vir impedem que a consciência desse outro lado seja completamente suprimida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“Uma ida ao templo de consumo é uma questão inteiramente diferente. Entrar nessa viagem, mais do que testemunhar a transubstanciação do mundo familiar, é como ser transportado a um outro mundo. O templo do consumo (claramente distinto da loja da esquina de outrora) pode estar na cidade (se não construído, simbolicamente, fora dos limites da cidade, à beira de uma auto-estrada), mas não faz parte dela; não é o mundo comum temporariamente transformado, mas um mundo ‘completamente outro’. O que o faz ‘outro’ não é a reversão, negação ou suspensão das regras que governam o cotidiano, como no caso do carnaval, mas a exibição do modo de ser que o cotidiano impede ou tenta em vão alcançar – e que poucas pessoas imaginam experimentar nos lugares que habitam normalmente.”(2000)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O carnaval nos mostra que a realidade não é tão dura quanto parece e que a cidade pode ser transformada, em contrapartida, os templos do consumo não revelam nada da natureza da realidade cotidiana. Assim como o “barco” de Foucault, “é um pedaço flutuante do espaço, um lugar sem lugar, que existe por si mesmo e ao mesmo tempo se dá ao infinito do mar&lt;a style="mso-footnote-id:ftn4" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”; pode realizar esse “dar-se ao infinito” porque se afasta do porto doméstico e se mantém a distância. (BAUMAN) Esse “lugar sem lugar”, é um lugar purificado, limpo das diferenças, onde não há espaço para a alteridade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Lévi-Strauss sugeriu em &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Tristes trópicos&lt;/i&gt; que apenas duas estratégias foram utilizadas pela humanidade quando a necessidade de enfrentar a alteridade surgiu: uma de natureza &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;antropoêmica&lt;/i&gt; e a outra &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;antropofágica. &lt;/i&gt;(2000)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“A primeira estratégia consiste em ‘vomitar’, cuspir os outros vistos como incurávelmente estranhos e alheios: impedir o contato físico, o diálogo, a interação social e todas as variedades de comercium, comensalidade e connubium. As variantes extremas da estratégia ‘êmica’ são hoje, como sempre, o encarceramento, a deportação e o assassinato.” (BAUMAN) As formas modernizadas da estratégia “êmica” são a segregação espacial, os guetos urbanos, o acesso seletivo a espaços e o impedimento seletivo aos seus usos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A segunda estratégia parte de uma suposta “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;des&lt;/i&gt;alienação” das substâncias alheias: “ingerir”, “devorar” corpos e espíritos estranhos à realidade dominante, fazendo isso pelo metabolismo, tornando as pessoas idênticas aos corpos que as ingerem, logo indistinguíveis deles. “Essa estratégia também assumiu uma ampla gama de formas: do canibalismo à assimilação forçada – cruzadas culturais, guerras declaradas contra costumes locais, contra calendários, cultos, dialetos e outros “preconceitos” e “superstições”. (idem) Enquanto a primeira estratégia visa o exílio, a aniquilação do “outro”, a segunda estratégia ataca em cheio a sua alteridade, buscando a sua suspensão, ou mesmo sua destruição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Há uma impressionante dicotomia entre as estratégias de Lévi–Strauss e as duas categorias de “espaços públicos mas não civis”. A Berrini, que juntamente com outros espaços interditórios ocupam lugar de destaque entre as inovações urbanas correntes, é um exemplo arquitetônico da estratégia “êmica”, enquanto os espaços de consumo representam a “fágica”. Cada uma a sua maneira respondem ao desafio de enfrentar a chance de encontrar estranhos, característica esta constitutiva da vida urbana. Tal tarefa requer medidas assistidas pelo poder onde os hábitos de civilidade estão ausentes ou pouco desenvolvidos. Tais espaços derivam da ausência da civilidade, e lidam com as conseqüências prejudiciais dessa falta, não pela promoção ou pelo ensino dessa habilidade, mas tornando a sua posse irrelevante e desnecessária na prática atual do viver em cidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Além dessas duas respostas, há ainda uma terceira, cada vez mais comum. Trata-se daquilo que Georges Benko, seguindo Marc Augé, chama de “não-lugares”. Os “não-lugares” partilham de algumas características da primeira categoria dos espaços públicos mas não civis, na medida em que desencorajam o ato de estabelecer-se, tornando a real vivência do espaço praticamente impossível. Ao contrário da Berrini e dos prédios que a margeiam, os não-lugares “aceitam a inevitabilidade de uma adiada passagem, às vezes muito longa, de estranhos, e fazem o que podem para que essa presença seja meramente física e socialmente pouco diferente, e preferivelmente indistinguível da ausência, para cancelar, nivelar ou zerar, esvaziar as idiossincráticas subjetividades de seus passantes”. (BAUMAM) O truque consiste em tornar as diferenças existentes em cada habitante em algo completamente irrelevante durante a sua estadia. Quaisquer que sejam as diferenças, elas são enquadradas dentro dos padrões de conduta impostos pelos não-lugares, pouco importando as linguagens ou os costumes diários de seus ocupantes. Sendo assim, no seio dos não-lugares, todos devem se sentir como se estivessem em casa, mas ninguém deve comportar-se como se de fato o estivessem. Trata-se de um espaço destituído das expressões simbólicas de identidade, relações e história, os exemplos são os mais variados, e incluem aeroportos, terminais rodoviários, toda a rede de transporte coletivo, auto-estradas, avenidas de fundo de vale, universidades, etc. Jamais na história do mundo os não-lugares ocuparam tanto espaço, ou presenciaram tamanha expansão, tornando os espaços civis cada vez mais rarefeitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Como já vimos, as diferenças podem ser engolidas, vomitadas, apartadas, e “há lugares que se especializam cada vez mais em cada caso”. Porém as diferenças também podem ser tornadas invisíveis, melhor dizendo, impedidas de serem percebidas. É o caso dos espaços vazios. Os cunhadores do termo, Jerzy Kociatkiewicz e Monika Kostera, propõe que espaços vazios são&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;lugares a que não se atribui significado. Não precisam ser delimitados fisicamente por cercas ou barreiras. Não são lugares proibidos, mas espaços vazios, inacessíveis porque invisíveis.&lt;a style="mso-footnote-id:ftn5" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Tais espaços, antes de qualquer coisa, são vazios de significado. Não que deixem de ter significado porque são vazios, o que ocorre é ao contrário, mais até que vazios, são invisíveis. Nesses lugares que resistem ao significado, as diferenças não são negociáveis, já que neles não existem quaisquer tipo de negociação. O modo como eles lidam com a diferença é radical numa maneira que outros tipos de lugares projetados para atenuar ou anular o impacto de estranhos não podem acompanhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Podemos dizer que eles são espaços que “sobram” depois da reestruturação de espaços ditos realmente importantes: sua presença fantasmagórica é conseqüência da falta de superposição entre as estruturas e a confusão do mundo (qualquer mundo, até aquele desenhado propositalmente), notórios por fugirem a classificações cabais. A família dos espaços vazios não se limita às sobras do projeto arquitetônico ou às margens negligenciadas pelo urbanista. “Muitos espaços vazios são, de fato, não apenas resíduos inevitáveis, mas ingredientes necessários de outro processo: o de mapear o espaço partilhado por muitos usuários diferentes.”(2000)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A cidade possui muitos habitantes, cada um com seu próprio mapa mental. Cada mapa tem seus espaços vazios, ainda que em mapas diferentes eles se localizem em lugares distintos. “Os mapas que orientam os movimentos das várias categorias de habitantes não se superpõem, mas, para que qualquer mapa faça sentido, algumas áreas da cidade devem permanecer sem sentido. Excluir tais lugares permite que o resto brilhe e se encha de significado.” (BAUMAN)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O vazio do lugar está no olho de quem vê e nas pernas ou rodas de quem anda. Vazios são lugares em que as pessoas não entram, onde se sentem perdidas e vulneráveis, surpreendidas e um tanto atemorizadas pela presença humana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A modernidade pode ser definida como a história do tempo, ou melhor, a modernidade é o tempo em que o tempo possui uma história. Antes que físicos e filósofos começassem a definir o tempo e o espaço em termos científicos, provocando assim a sua separação. Tempo e espaço estavam intimamente ligados dentro da percepção cotidiana, sendo assim “longe” e “tarde” “cedo” ou “perto” significavam a mesma coisa, ou seja, o esforço necessário para que um ser humano percorresse uma certa distância, ou para se cumprir uma certa tarefa. Isso se devia ao fato de que as ferramentas empregadas pelos homens, estavam intimamente atreladas ao seu próprio corpo. Tornando as noções de tempo e espaço intimamente ligadas aos processos naturais. Na chamada era do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;wetware&lt;/i&gt;, humanos e animais faziam os esforços e impunham os limites. Assim, nobres poderiam viajar com mais conforto, não seriam capazes de vencer distâncias numa velocidade maior do que qualquer plebeu. Sem a necessidade de uma medida real do tempo, e por conseqüência, espaços menos controlados. Num período que pode ser definido como a pré-história do tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O advento da modernidade marca a dissociação entre tempo e espaço. A invenção de máquinas capazes de acelerar a produção e o movimento tornou o tempo o elemento dinâmico da relação espaço-temporal. Essa capacidade ampliada de trabalho e deslocamento deu início ao período que Bauman denomina como modernidade pesada. Um período marcado pela dominação do espaço, que para atender as novas necessidades da produção deveria ser subordinado à técnica. A era dos Estados fortes, controladores e interventores, um capitalismo de produção, onde fábricas cada vez maiores eram o símbolo da sua força.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A modernidade pesada era, afinal, a época de moldar a realidade como na arquitetura ou na jardinagem; a realidade adequada aos veredictos da razão deveria ser “construída” sob estrito controle de qualidade e conforme rígidas regras de procedimento, e mais que tudo projetada antes da construção. Era uma época de pranchetas e projetos – não tanto para mapear o território social como para erguer tal território até o nível de lucidez e lógica que só os mapas são capazes. Era uma época que pretendia impor razão a realidade por decreto, remanejar as estruturas de modo a estimular o comportamento racional e a elevar os custos de todo o comportamento contrário à razão tão alto que os impedisse. Em razão do decreto, negligenciar os legisladores e as agências coercitivas não era, obviamente, uma opção. A questão da relação com o Estado, fosse cooperativa ou contestadora, era seu dilema de formação; de fato, uma questão de vida ou morte. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;(BAUMAN)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O fim da Segunda Guerra Mundial é um marco para importantes mudanças dentro do sistema capitalista, mudanças que não diziam respeito apenas à nova ordem bi-polar, trata-se do domínio cada vez maior do homem sobre o tempo. A revolução tecnológica que desencadeou a chamada Terceira Revolução Industrial, mudou completamente os rumos da humanidade. Com o advento da Era da Informação e a ascensão do capital financeiro monopolista, o tempo chegaria a quase instantaneidade, uma vez que os dados são capazes de viajar na velocidade da luz, sendo assim, o deslocamento perde importância, o domínio do espaço deixa de ser essencial. O poder se transforma em uma entidade nômade e seus princípios estratégicos preferidos são a fuga, evitação e o descompromisso, sendo que sua condição ideal é a invisibilidade. Dando a modernidade seu novo caráter leve, ou nas palavras de Bauman, fluida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Bauman sugere que uma maneira de se compreender essas fases da modernidade, seria através de seus medos. Orwell e Huxley eram visionários, nas distopias criadas em suas maiores obras (1984 e Admirável Mundo Novo), conseguiram captar os maiores temores dos homens de sua época. Tais temores residiam nessa potência totalitária própria da modernidade pesada, mundos de vigilância, de controle absoluto, da dissolução completa das liberdades individuais. Hoje os medos são outros, o Grande Irmão já não assusta mais ninguém, justamente porque o Estado já não canaliza mais tantas funções, nos tempos da modernidade líquida somente o indivíduo carrega o peso de suas angústias e necessidades, fato que os prendem cada vez mais ao solo, encontrando consolo na liberdade consentida de consumir. Nessa nova era de incertezas, onde as narrativas de um mundo melhor falharam, os maiores medos residem na defesa da propriedade, em gestos que demonstram um medo das ruas cada vez maior. As teletelas de Orwell não voltam mais seus olhos para as salas de estar, e sim para as ruas escuras e perigosas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Entre os modelos de planejamento urbano que competem para assumir o trono deixado pelo projeto modernista está o chamado planejamento estratégico. Modelo este difundido no Brasil em ação combinada de agências como a Habitat e por consultores internacionais, catalães em sua maioria, possuindo como um dos expoentes máximos desse novo conceito de planejamento urbano a cidade de Barcelona.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Tal experiência tem origem nas técnicas de gestão empresarial, com a justificativa de que as cidades de um mundo globalizado passam pelos mesmos problemas e devem ser administradas com a mesma lógica de uma empresa. Ou seja, as cidades devem tornar-se competitivas com o intuito de atrair investimentos e passar para trás suas concorrentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A cidade se vende no sentido em que busca se adequar as necessidades do capital especulativo, criando toda uma infra-estrutura para esses consumidores em potencial enquanto a grande massa de excluídos é tratada como problema paisagístico em seus postulados. Transforma-se em empresa quando se apropria de técnicas de marketing e business com o intuito de atrair mais investimentos e enxugar gastos em setores “improdutivos” como saúde e educação, atuando apenas a favor do capital e por fim apropria-se da imagem de pátria quando se apóia na figura de lideranças carismáticas, matando a cidadania quando a contestação e o posicionamento são banidos da esfera administrativa municipal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Enquanto a visão moderna de planejamento urbano possuía como alicerce o taylorismo e sua lógica tecnicista, funcionalista e racional, os novos “gestores da cidade”, se apóiam em doutrinas como o toyotismo criando uma maior alienação em relação ao espaço, as relações sociais urbanas deixam de ter importância, a premissa é tornar a cidade rentável a qualquer custo, função esta delegadas aos citadinos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Nessa nova concepção de cidade, a polis (lugar de confrontos de idéias, berço do cidadão, onde ocorre a real interação humana com o espaço) perde terreno para a city (sede de grandes investimentos, lar dos citadinos, dóceis autômatos que sob a liderança de figuras carismáticas exercem suas funções pelo bem da city). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;No entanto, algumas formas de resistência ainda sobrevivem, na medida em que os habitantes da cidade lutam pela cotidianização da política, gerando um processo de reconstrução e reapropriação dos espaços públicos, norteando assim uma nova alternativa, que apesar de ainda não estar organizada não deixa de ser uma saída.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Citado de Chris Mcgreal, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Fortress town to rise on Cape of low hopes”&lt;/i&gt;, Guardian, 22/01/1999.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Richard Sennet, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“The Fall of Public Man: On the Social Psychology of Capitalism”, &lt;/i&gt;Nova York: Vintage Books, 1978.&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Sennet, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“The Fall of the Public Man.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn4" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt; line-height:115%;mso-ansi-language:EN-US"&gt;Michel Foucault, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“Of Other Spaces”,&lt;/i&gt; Diacritics 1, 1986, p. 26&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn5" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/volume/tempo-espa%C3%A7o-cidade.doc#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US"&gt; &lt;span lang="EN-US"&gt;In BAUMAN, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;Jerzy Kociatkiewicz e Monika Kostera, “The anthropology of empty space”, Qualitative Sociology 1, 1999&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-3203606620001192916?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/3203606620001192916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=3203606620001192916' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/3203606620001192916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/3203606620001192916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/11/tempo-espao-cidade.html' title='Tempo, espaço, cidade.'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-1275251899190509352</id><published>2008-11-06T00:26:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T00:32:21.912-08:00</updated><title type='text'>Provocadores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; font-family: Arial, sans-serif; color: black; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; O texto foi baseado nos seguintes artigos:&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; line-height: 12px; "&gt;&lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/09/290915.shtml"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;A Contracultura é Laranja Fluorescente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;, de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.delinquente.blogger.com.br/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Ari Almeida&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; line-height: 12px; "&gt;&lt;a href="http://ivanhegenberg.blogspot.com/2006/07/contracultura-e-arte-dos-anos-60.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Contracultura e Arte nos Anos 60&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;, de&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ivanhegenberg.blogspot.com/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; Ivan Hegenberg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 11px; line-height: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contra_cultura"&gt;Contracultura:&lt;/a&gt; (também "contra-cultura") é um termo sociológico utilizado para descrever os valores e normas de comportamento de um grupo cultural, ou subcultura, que são contrárias às do mainstream social do dia, o equivalente cultural da oposição política. É um neologismo atribuído a &lt;a href="http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&amp;amp;sl=en&amp;amp;u=http://en.wikipedia.org/wiki/Counterculture&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=translate&amp;amp;resnum=1&amp;amp;ct=result&amp;amp;prev=/search%3Fq%3DCounterculture%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG"&gt;Theodore Roszak&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;Embora distintos, movimentos contraculturais existem em muitas sociedades, aqui o termo "contracultura" se refere a uma noção mais significativa, fenômeno visível que atinge uma massa crítica e persiste por um período de tempo. Um movimento contracultural exprime a ethos, aspirações e sonhos de uma população específica durante um tempo - uma manifestação social do zeitgeist.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;“De um lado, o termo contracultura pode se referir ao conjunto de movimentos de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rebeli%C3%A3o" title="Rebelião"&gt;&lt;span style="color:#002BB8;text-decoration:none;text-underline: none"&gt;rebelião&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;da juventude [...] que marcaram os anos 60: o movimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;hippie&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;, a música&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock" title="Rock"&gt;&lt;span style="color:#002BB8; text-decoration:none;text-underline:none"&gt;rock&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma certa movimentação nas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade" title="Universidade"&gt;&lt;span style="color:#002BB8;text-decoration:none;text-underline: none"&gt;universidades&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, viagens de mochila,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Droga" title="Droga"&gt;&lt;span style="color:#002BB8; text-decoration:none;text-underline:none"&gt;drogas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;e assim por diante. [...] Trata-se, então, de um fenômeno datado e situado historicamente e que, embora muito próximo de nós, já faz parte do passado”. [...] “De outro lado, o mesmo termo pode também se referir a alguma coisa mais geral, mais abstrata, um certo espírito, um certo modo de contestação, de enfrentamento diante da ordem vigente, de caráter profundamente radical e bastante estranho às forças mais tradicionais de oposição a esta mesma ordem dominante. Um tipo de crítica anárquica – esta parece ser a palavra-chave – que, de certa maneira, ‘rompe com as regras do jogo’ em termos de modo de se fazer oposição a uma determinada situação. [...] Uma contracultura, entendida assim, reaparece de tempos em tempos, em diferentes épocas e situações, e costuma ter um papel fortemente revigorador da crítica social.” (Pereira, 1992, p. 20) fonte: wikipedia – a enciclopédia livre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A contracultura é um termo bastante amplo, associado em geral aos hippies, que traduz a rebeldia da juventude dos anos 60 do século XX, contra os principais valores da cultura ocidental. Uma cultura marginal, focada principalmente em uma transformação de consciência, dos valores e do comportamento, em busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo em pequenas realidades do cotidiano. Uma busca por novos modos de vida realmente criativos. Apesar das imagens e estereótipos limitados que recebemos do que foi essa contestação, tratava-se de uma juventude bastante heterogênea, desorganizada, contraditória, e sem um rigor ideológico que centralizasse suas ações, que, no entanto, lutou contra o autoritarismo, o moralismo, a hipocrisia, a burocracia, o racismo e o militarismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A tríade “sexo, drogas e rock`n roll” popularizou e universalizou o que conhecemos por contracultura dos anos 60. Logo nos lembramos de Lennon e MacCartney cantando sobre um céu de marmelada, de Hendrix e sua guitarra dissonante transmitindo a angústia dos excluídos, de Caetano e Os Mutantes proibindo proibir, de Zappa aliando no palco arte e política, do abusado gato Fritz, de Robert Crumb, que na sua ausência completa de escrúpulos, rompia com os limites impostos pelo Comics Code estadunidense, pelos cartazes coloridos que diziam: “faça amor, não faça guerra”. Com a assimilação da contracultura pelo sistema, e sua conseqüente banalização; John Lennon anuncia nos anos 70: “O sonho acabou.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Na década de 1950 surgiu nos Estados Unidos um dos primeiros movimentos contraculturais a Geração Beat&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, representada pelos escritores &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jack_Kerouac"&gt;Jack Kerouac&lt;/a&gt; (On The Road, Dharma Bum), &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Allen_Ginsberg"&gt;Allen Ginsberg&lt;/a&gt; (Howl), &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_S._Burroughs"&gt;Willian S. Burroughs&lt;/a&gt; (Naked Lunch), influenciados por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ezra_pound"&gt;Ezra Pound&lt;/a&gt;, mesclaram ensinamentos zen com rebeldia, viviam à margem do sistema, porém sem nunca o terem confrontado de forma mais direta. Viajavam pelo mundo adquirindo toda forma de conhecimento que somasse com seu estilo de vida, passando de subemprego em subemprego, pegando carona, fora as noites de bebedeira, as mais variadas aventuras sexuais, experimentos com drogas e filosofia oriental. Comportamentos que seriam legados a diversas outras subculturas, associados bastante a o que ocorreu em 1969 no festival de Woodstock&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O modo como Kerouac descreve suas lições zen, nos diz muito sobre a mentalidade desta geração. Em “Os Vagabundos Iluminados” (Dharma Bum) o personagem Japhy Rider transmitia seus conhecimentos em filosofia oriental a Alvha Goldbook (nome fictício dado a Allen Ginsberg):&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:19.2pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#333333; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Você deveria casar e ter filhos mestiços, manuscritos, cobertores feitos em casa e leite materno sobre o seu tatame alegre e esfarrapado como este aqui. Arrume uma cabana para morar no mato não muito longe da cidade, gaste pouco para viver, enlouqueça em um bar de vez em quando, escreva e caminhe pelas montanhas e aprenda a serrar tábuas e converse com velhinhas, seu grande tolo, carregue muita madeira para elas, bata palmas em altares, consiga favores sobrenaturais, faça aulas de arranjos florais e plante crisântemos ao lado da porta.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#333333;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Poucos sabem, mas o primeiro grupo a transpor a liberdade beatnik para um esforço de transformar a sociedade foram os chamados Provos&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Amsterdã, que são considerados os fundadores da contracultura. Como pode ser comprovado num trecho extraído de um artigo publicado no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;San Francisco Sun&lt;/i&gt;, entitulado: “Provos sim, ianques não”:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height:19.2pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#333333;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;“A cidade de Amsterdam está coberta de círculos da paz do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/CND"&gt;CND&lt;/a&gt; e de desenhos de uma maçã de ponta-cabeça, que é o emblema dos Provos, os Joõezinhos, sementes de maçã de nossa época. Um dos meios mais poderosos de influenciar as pessoas é semear, por meio da imagem, as sementes de outro modo de vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;text-indent:36.0pt;line-height:19.2pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#333333;mso-fareast-language: PT-BR"&gt;(...) É preciso ocupar os cruzamentos das artérias mais transitadas não para protestar contra a discriminação, mas contra os próprios cruzamentos. Legiões de jovens cantando no meio das ruas nas horas do rush e usando as ruas para a única coisa para a qual poderiam servir: dançar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify;line-height:19.2pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#333333;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Temos de nos reunir nos parque e em volta das estátuas, porque nos pertencem. Temos de espalhar o verde pela cidade toda, tornar a dar vida às cidades, renovar os seres humanos”. (&lt;a href="http://ivanhegenberg.blogspot.com/2006/07/contracultura-e-arte-dos-anos-60.html"&gt;HEGENBERG, &lt;span style="font-style:normal"&gt;Ivan&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#333333;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Ao invés do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“drop out&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;”, &lt;/i&gt;adotado por beatniks e hippies, os Provos insistiram em ficar na sua cidade e de fato conseguiram transformá-la. Tratava-se de um pequeno grupo, duzentas pessoas em seu auge, que atuou de modo intenso e subversivo entre julho de 1965 e maio de 1967. Com influências do dadaísmo e de outras correntes artísticas, apesar de nunca se definirem como um movimento artístico, o formato escolhido foi o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;happening&lt;/i&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;, &lt;/i&gt;executado de maneira extravagante, em princípio para espantar o tédio das conformidades. O desconhecimento do grande público de sua existência deve-se ao fato de que o movimento ficou circunscrito à cidade de Amsterdã, e seus tablóides eram todos escritos em holandês, Matteo Guarniccia&lt;a style="mso-footnote-id:ftn6" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; também explica que a ele &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;faltou também aquele megafone fundamental representado pela música pop. Se no mundo anglo-saxão o movimento pacifista e alternativo pôde contar com grupos ou cantores de música folk para amplificar e difundir sua mensagem, nada parecido aconteceu na Holanda, do ponto de vista musical".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;“As excursões Provo para fora da Holanda foram poucas e breves. Passaram pelo Marrocos, Ibiza, ilhas gregas (antecipando-se em pelo menos quatro anos às badaladas migrações hippies) e estabeleceram-se por algum tempo em Londres, tornando-se ícones da casta de artistas psicodélicos. Foi quando desenharam os figurinos de Sgt Pepper´s, e a Provo Marijeke Koger tornou-se a grande estilista dos malucos ingleses, aproveitando para executar um happening onde fez a dança dos sete véus inteiramente nua, pintada com cores fluorescentes.” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;(Almeida, Ari, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/09/290915.shtml"&gt;A Contracultura é Laranja Fluorescente&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;No manifesto publicado em seu tablóide no ano de 1965, é possível ter uma visão geral do grupo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;“PROVO é uma folha mensal para anarquistas, provos, beatniks, noctâmbulos, amoladores, malandros, simples simoníacos estilitas, magos, pacifistas, comedores de batatinhas fritas, charlatões, filósofos, portadores de germes, moços das estribarias reais, exibicionistas, vegetarianos, sindicalistas, papais-noéis, professores do maternal, agitadores, piromaníacos, assistentes do assistente, gente que se coça e sifilíticos, polícia secreta e toda a ralé deste tipo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PROVO é alguma coisa contra o capitalismo, o comunismo, o fascismo, a burocracia, o militarismo, o profissionalismo, o dogmatismo e o autoritarismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PROVO deve escolher entre uma resistência desesperada e uma extinção submissa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PROVO incita à resistência onde quer que seja possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PROVO tem consciência de que no final perderá, mas não pode deixar escapar a ocasião de cumprir ao menos uma quinquagésima e sincera tentativa de provocar a sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PROVO considera a anarquia como uma fonte de inspiração para a resistência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PROVO quer devolver vida à anarquia e ensiná-la aos jovens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;PROVO é uma imagem.” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;(GUARNICCIA, 2001, p. 15)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A partir de 1962 começaram a ocorrer em Amsterdã os mais variados happenings,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;“um meio de assalto para mudar a sociedade”: um sujeito escancara as portas e janelas de sua casa no auge do inverno, abre as torneiras, deixa a água congelar no chão e chama uma patinadora para se exibir aos transeuntes curiosos; outro amassa papéis, com os quais recobre seu quarto, a calçada, e os carros estacionados e grava o ruído do amassado para posterior exibição em concertos apropriados; dois times de ciclistas se despem enquanto pedalam, até se chocarem, nus uns contra os outros. O caso mais assombroso, bizarro e marcante foi o de Bart Huges, estudante de medicina, que em 1958 havia servido de cobaia nos experimentos com LSD na Universidade de Amsterdã. Huges fez uma trepanação&lt;a style="mso-footnote-id: ftn7" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em sua testa com uma broca de dentista, retirou os curativos ao som de tambores. Ele acreditava que seu “terceiro olho permanentemente aberto” expandiria sua consciência para sempre, e aproveitou a oportunidade para assombrar a massa incrédula.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert-Jasper_Grootveld"&gt;Robert Jasper Grootveld&lt;/a&gt;, a coisa começa a tomar um formato mais ou menos definido. Mais um fumante inveterado, Grootveld, inicia uma nada ortodoxa campanha anti-fumo pelas ruas de Amsterdã. Fantasiado de feiticeiro africano, pintava “câncer” sobre todos os cartazes publicitários de cigarros da cidade. Foi preso algumas vezes, chegando, gratuitamente, às mesmas páginas de jornal, que as corporações do tabaco pagavam milhões para anunciar. Solto, funda a Igreja da Dependência Consciente da Nicotina, em uma casa da zona boêmia, entoavam seu mantra: “cof-cof”, resolveram que não comprariam mais cigarros, circulariam como chaminés ambulantes, pedindo cigarros aos outros, afim de que se esgotassem os estoques. Com o aumento do número de pessoas, os eventos seriam transferidos para a Praça Spur, que além de ficar estrategicamente próxima as redações dos principais jornais, possuía uma estátua presenteada para a cidade pela Hunter Tobacco Company.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Em 64, Grootveld já era considerado um herói na cidade, junta-se a Bart Huges para lançar o Marihu&lt;a style="mso-footnote-id:ftn8" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn8" name="_ftnref8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Project, um plano para reinvindicar a legalização da maconha, pois consideravam o cigarro uma “droga legalizada”, e tirar um sarro da polícia. Espalharam por toda a cidade centenas de maços pintados ã mão desenhos fluorescentes, contendo baseados feitos de folhas secas, palha, e cannabis, ao mesmo tempo em que espalham cartas com as regras do jogo: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;"Cada um pode fabricar sua Marihu (...) Cada qual pode criar suas próprias regras, ou omiti-las".&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;(ALMEIDA)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Em 65, ano em que as reuniões na Praça Spur estavam a toda, a própria família real holandesa daria a deixa para institucionalizar a zorra Provo. A Princesa Beatriz decide se casar com Claus Von Amsberg, diplomata alemão que servira nas fileiras nazistas. Nos bastidores, diversas manobras políticas foram executadas pela Casa Real de Orange para reverter o mal-estar inicial que o noivado conseguiu junto à população e imprensa. Quando a situação parecia estar contornada, chega as ruas a terceira edição do tablóide Provos, que atacava o futuro príncipe por todos os lados. A edição havia sido escondida dentro dos jornais matutinos, sobretudo os mais sensacionalistas e conservadores, em resposta, a imprensa local passa a atacar o grupo, fornecendo a publicidade necessária para a causa anticasamento. Para aumentar a rixa, alguns provos lançam cópias da terceira edição sobre o casal durante um desfile pelos canais de Amsterdã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Neste ínterim, tanto o prefeito quanto o chefe de polícia ensaiam posturas linha-dura para lidar com os rebeldes, o que se mostra muito frustrante, já que a violência não surtia efeito. Numa atitude que Guarniccia diz só ser possível através de uma fé em magia, os Provos não reagiam aos cassetetes, apenas se dispersavam e voltavam a se juntar alguns quilômetros adiante dos conflitos, num esquema de manifestação não-violenta, modelo que se tornaria a tônica das passeatas antibélicas e antiditadura que dominaram a Europa e as Américas na década de 60. Diversas edições do tablóide são apreendidas, seus editores são multados pela utilização de fotos não autorizadas. A repressão apenas aumentaria a sua popularidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Assim como hoje em dia, o automóvel era o grande símbolo da sociedade de consumo, logo, os rituais antifumo da Spur transformaram em uma campanha contra os carros, dando início a sua cruzada contra os motoristas, “consumidores hidrocarburodependentes mimados pelos traficantes de petróleo”. Reivindicando o direito de não consumir, recusam-se a participar desse sonho da classe média, chamando a atenção para a queda na qualidade de vida das cidades provocada pelos automóveis, que entopem o espaço público, causam acidentes e envenenam o ar, com o Plano das Bicicletas Brancas, proclamavam um meio de locomoção “socialmente responsável”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“É quando publicam um manifesto na quinta edição do tablóide; depois, endereçam uma carta à prefeitura, reivindicando a compra de 20 mil bicicletas brancas comunitárias por ano. A idéia era que estivessem permanentemente disponíveis nas ruas para uso gratuito do cidadão comum, e que este as deixasse para o usuário seguinte quando cumprisse seu trajeto. O plano foi copiado, com sucesso, ao redor do mundo: Estocolmo, Oxford, Berkeley. Em Amsterdam, os próprios Provos espalharam bicicletas pela cidade, e simpatizantes da causa começaram a levar as suas para serem pintadas de branco nas reuniões semanais. Os policiais confiscaram as bicicletas comunitárias com a ridícula justificativa de que, como não tinham dono, representavam um estímulo ao roubo; e começaram a reprimir os encontros da Spur com progressiva violência, transformando-os em choques em praça pública. Entre reuniões com delegados, prisões e manchetes enraivecidas nos jornais, os Provos fizeram diversas tentativas de pacificação da situação, sem sucesso.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; (ALMEIDA)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“Com os ânimos libertários em ebulição, ainda lançaram o Plano das Mulheres Brancas de liberdade sexual (já pedindo a venda de camisinhas a preços baixos), que poucos anos depois seria a tônica do movimento feminista e de direito dos homossexuais; fizeram manifestações anticolonialistas, condenando a política repressiva contra os indonésios que lutavam pela independência, e de direitos humanos contra as ditaduras de Franco (Espanha) e Salazar (Portugal); constituíram pequenas comunidades alternativas rurais; e puxaram os protestos contra a guerra do Vietnã, criando um escarcéu delirante diante da embaixada americana local. Ainda sobrava energia para esportes menos engajados, como pintar a casa do prefeito de branco ou suspender uma discussão sobre o casamento da princesa Beatriz no Parlamento de Haia usando uma sirene de bombeiro”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; (idem)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;As apreensões dos tablóides Provos, resultaram em grande publicidade para a publicação, que das 500 cópias iniciais atingiria uma tiragem de 20 mil em sua edição derradeira. O ano de 65 seria marcado também pela explosão da imprensa underground holandesa, que por sua concepção gráfica inovadora, inspirara publicações no mundo inteiro, tais como a revista inglesa &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“It”&lt;/i&gt;, que por ser escrita em inglês se tornaria referência internacional do gênero. Um ano antes dessa explosão, o visionário Grootveld já diria: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;"os jornais se tornarão cada vez mais conformistas, cada vez mais corruptos, cada vez mais dependentes dos sindicatos da droga e da nojenta classe média (...). Vai se desenvolver um sentimento de dúvida em relação aos meios de comunicação. O resultado será o florescimento de uma imprensa descentralizada, talvez até mesmo ilegal (...). No futuro, cada um terá seu pequeno jornal. Porque não podemos esquecer que temos uma revolução ao alcance das mãos". &lt;/i&gt;A internet com as agências de mídia independente e os inúmeros blogs está aí para dar conta disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;As semanas que antecediam o casamento da princesa Beatriz, seguiram em clima de paranóia. No dia 10 de março de 66, data da cerimônia, a cidade estava em estado de sítio, saídas fechadas, hospitais de prontidão, patrulhamento aéreo com helicópteros, coletes a prova de balas sob a indumentária dos noivos. Os Provos declararam o “dia da anarquia”, e começaram a celebração com o lançamento de cerca de 200 bombas de fumaça pelas salas de imprensa internacional e pelas ruas. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“O caos tomou conta da cidade, a multidão ensandecida corria dos policiais a cavalo, que os espancava até que perdessem os sentidos. Os choques começaram de manhã e duraram até alta madrugada. De dentro da igreja ouvia-se o coro gritando "República". Um Provo conseguiu deter a carruagem real atirando uma galinha branca nas pernas dos cavalos que a puxavam, e foi jogado dentro do canal por um grupo de monarquistas.” (idem)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A repercussão internacional foi enorme, e é claro que tais acontecimentos não receberam declarações de apoio por parte da mídia internacional, sendo que os adjetivos usados para descrever o evento, não foram os mais politicamente corretos. Em contrapartida, cabeludos de todos os continentes começam a invadir Amsterdã. Nove dias após o casório, é a aberta a exposição “10-3-66”, com imagens da brutalidade da polícia durante o confronto. Durante a exposição é feito o lançamento do Plano das Galinhas Brancas, onde divulgam o programa “Amigos da Polícia”, exigindo entre outras cretinices, o seu desarmamento. Mais tarde, os agentes da lei se juntariam a festa, reproduzindo o pandemônio do dia 10, a televisão transmite tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;“Com a popularidade nas estrelas, o provotariado pensa em lançar dois candidatos para as vindouras eleições da Câmara dos Vereadores de 1 o de junho de 66. Instala-se uma discussão animada no grupo, uns achando que a idéia fere o princípio anarquista, outros pensando que os rebaixaria do eletrizante status de movimento de rua à indigna força política institucional. No entanto, movidos pela possibilidade de fiscalizar os políticos de perto e descansar da polícia, lançam 13 candidaturas, cobrindo Amsterdam com espetacular propaganda política: colagens enormes, sutiãs pintados, decoração natalina, esculturas com cores fluorescentes, pincéis colados em muros, todos com o número da chapa, 12. Os slogans variavam de "Vote Provo para ter tempo bom!”a "Vote Provo e darão boas gargalhadas!"; os comícios aconteciam na praça Spur; os programas de governo incluíam os Planos Brancos (bicicletas, mulheres, galinha, etc). Conseguiram inacreditáveis 13 mil votos (2,5%) e amealharam uma cadeira, que foi ocupada em regime de rodízio por cinco diferentes Provos ao longo dos cinco anos de mandato. O primeiro deles, De Vries, vai à Câmara descalço e arrota cada vez que inicia um discurso para os colegas. "É a prova viva de que os Provos não estão interessados no poder, não o querem e não sabem o que fazer com ele", diz Guarniccia”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; (ALMEIDA)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Como diz a sabedoria popular: “jogo bom, é jogo rápido”, em 13 de maio de 1967, o Provos se dissolve em festa, justamente por estarem “cansados de bancar a entidade oficial de provocação”, dando fim a heróica e divertida saga. “Morte e transfiguração”, em outras palavras, desaparecer e reaparecer em outros lugares, em outras formas, para não se tornar previsível, tais noções culminaram numa das tentativas de fusão entre arte e vida cotidiana mais bem sucedida, que dia após dia, piada após piada, arrancou do poder novos espaços de liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Como afirma Luiz Carlos Maciel&lt;a style="mso-footnote-id:ftn9" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftn9" name="_ftnref9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, lembrar a contra cultura pode ser mais do que mero saudosismo: pode nos ajudar a tomada de consciência de uma decadência que parece inevitável, mas que não é historicamente necessária. É sempre possível retomar os caminhos da liberdade. Não se trata de repetir a aventura de então, pois cada momento é único. Trata-se de, finalmente tomar conhecimento de suas lições e reinventar novas formas de existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O adjetivo beat, do inglês, tinha as conotações de "cansado" ou "baixo e fora", mas quando usado por Kerouac esse também incluía as paradoxais conotações de "upbeat", "beatific", e a associação musical de ser "na batida".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black;mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Festival de Música e Artes de Woodstock&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:black"&gt;foi o mais importante festival de música de sua época. Foi realizado em uma fazenda em Bethel,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque_(estado)" title="Nova Iorque (estado)"&gt;&lt;span style="color:#002BB8;text-decoration:none; text-underline:none"&gt;Nova Iorque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, durante os dias 15, 16 e 17 de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agosto" title="Agosto"&gt;&lt;span style="color: #002BB8;text-decoration:none;text-underline:none"&gt;agosto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1969" title="1969"&gt;&lt;span style="color:#002BB8; text-decoration:none;text-underline:none"&gt;1969&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;e, embora tenha sido projetado para 50 000 pessoas, mais de 400 mil compareceram, a maioria das quais não pagaram o ingresso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A palavra “provos” deriva de “provocadores”, batizados assim por um relatório policial e aceito espontaneamente pelos referidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn4" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 9.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;Cair fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; Happening (do inglês, acontecimento) é uma forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cênicas. Neste tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento de espontaneidade ou improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size: 8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Apesar de ser definida por alguns historiadores como um sinônimo de performance, o happening é diferente porque, além do aspecto de imprevisibilidade, geralmente envolve a participação direta ou indireta do público espectador. Para o compositor John Cage, os happenings eram "eventos teatrais espontâneos e sem trama".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size: 8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;O termo happening, como categoria artística, foi utilizado pela primeira vez pelo artista Allan Kaprow, em 1959. Como evento artístico, acontecia em ambientes diversos, geralmente fora de museus e galerias, nunca preparados previamente para esse fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-top:4.8pt;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt;margin-left: 0cm;line-height:18.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn6"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn6" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; Matteo Guarnaccia nasceu em Milão em 1954 e é um dos principais representantes da psicodelia européia, seja com seu trabalho como ensaísta e escritor, seja com seu trabalho de artista. É autor dos livros &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Arte Psichedelica e Contracultura in Itália, Skate e Almanacco Psichedelica e Provos: Amsterdã e o Nascimento da Contracultura.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn7"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn7" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Dentro da medicina moderna, a trepanação consiste na abertura de um ou mais buracos no crânio, através de uma broca neurocirúrgica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Quando realizada de forma única, a trepanação serve para se criar uma abertura por onde se pode drenar um hematoma intracraniano ou se inserir um cateter cerebral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Em uma craniotomia, várias trepanações são feitas para se criar os vértices de um polígono ósseo que será retirado do crânio. Com o auxílio de uma serra neurocirúrgica, uma linha ligando cada vértice é serrada e o polígono (flap) ósseo do crânio é retirado, liberando o neurocirurgião para abordar a massa encefálica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A cultura da trepanação esteve presente desde o tempo dos Cro-Magnons e há cadáveres com sinais de trepanação em praticamente todas as partes do mundo. Tal como as sangrias, a trepanação era um procedimento médico muito realizado, com o objetivo de eliminar os maus espíritos e demônios do paciente, mas sem nenhum significado terapêutico prático. A sobrevivência ao procedimento nos séculos antes da Idade Média era de aproximadamente 70%, mas durante os séculos XIV a XVIII caiu praticamente a zero, devido ao pouco cuidado dos realizadores de tal prática, que acabavam perfurando as meninges do paciente e causando uma hemorragia incontrolável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn8"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn8" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref8" name="_ftn8" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;maconha: feminino Cannabis Sativa.(Brasil) Variedade do cânhamo.Planta rica em substâncias alucinógenas como o canabinol e o THC (tetrahidrocanabinol).arbusto de médio porte que encontra condições climáticas perfeitas para cultivo em países tropicais.Erva proibida em alguns países, entre os quais Estados Unidos e o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn9"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id: ftn9" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Contracultura.doc#_ftnref9" name="_ftn9" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Luiz Carlos Maciel é tido como o “guru da contracultura brasileira” pelo trabalho ímpar que desenvolveu&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;dentro da imprensa alternativa,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;divulgando os movimentos de contracultura que se proliferavam no mundo na década de 60 e 70 em sua coluna &lt;i&gt;Underground&lt;/i&gt;, no semanário &lt;i&gt;Pasquim.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-1275251899190509352?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/1275251899190509352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=1275251899190509352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/1275251899190509352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/1275251899190509352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/11/provocadores.html' title='Provocadores'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-3271465735065662040</id><published>2008-11-03T10:35:00.001-08:00</published><updated>2008-11-03T10:35:44.163-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black;mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura"&gt;Cultura&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;(do&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_latina" title="Língua latina"&gt;&lt;span style="color:#002BB8;text-decoration:none;text-underline:none"&gt;latim&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;cultura&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;, cultivar o solo, cuidar) é um termo com várias acepções, em diferentes níveis de profundidade e diferente especificidade. São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Refere-se a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade. Explica e dá sentido a cosmologia social, é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:8.5pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Em um sentido amplo, a cultura pode ser definida como o aspecto da vida social que se relaciona com a produção do saber, arte, folclore, mitologia, costumes, etc., bem como a sua perpetuação pela transmissão de uma geração à outra. Em sociologia, o conceito adquire um sentido diferente do senso comum, que em síntese simboliza tudo aquilo que é aprendido e partilhado pelos indivíduos de um determinado grupo e que confere uma identidade dentro do grupo. Nesse entendimento, não existiriam culturas superiores, nem inferiores, na medida em que a cultura é relativa. Num contexto filosófico, trata-se do conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou comportamento natural, em outras palavras,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;O senso comum costuma associá-la à aquisição de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como superiores, ou seja, erudição, numa associação àquilo que é descrito como “alta cultura”, termo empregado apenas no singular, que parte da idéia da não existência de culturas, e sim, apenas uma cultura ideal, à qual os homens indistintamente devem se submeter. Essa noção permite encarar a cultura como sendo também um agente primário de dominação política. Uma breve investigação sobre os rumos da estética, paralela ao estudo da moral sob o olhar da filosofia ocidental, permite localizar as justificativas do ideal inicialmente aristocrático e depois burguês, da arte enquanto cultura superior da classe dominante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A filosofia grega do Período Clássico tem suas origens na poesia épica de Homero, tomada como marco inicial da filosofia ocidental, a partir da racionalização do divino. Alguns historiadores da filosofia identificam tanto na Ilíada quanto na Odisséia, a condução a uma religiosidade “exterior” que mais convém ao público a que se dirigem as epopéias: a polis aristocrática. Essa religiosidade apolínea permanecerá como uma das linhas fundamentais da religião grega: a de sentido político, que servirá para justificar as tradições e instituições da Cidade-Estado&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Cultura.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. A figura heróica de Homero caracteriza-se por um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;ethos&lt;/i&gt; próprio, a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;areté&lt;/i&gt; (virtude). A &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;areté &lt;/i&gt;é o ideal cavalheiresco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language: PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;que alia a conduta cortesã ao heroísmo guerreiro, sendo mais tarde atenuada por seu uso estritamente moral. Aquele que possui a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;areté &lt;/i&gt;é o nobre, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;aristoi, &lt;/i&gt;palavra que origina o termo aristocrata (que a possui desde o nascimento). Sendo &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;aristoi, &lt;/i&gt;decorre que é virtuoso e naturalmente fadado a dominância, ao poder. Homero inaugura uma tradição de ética aristocrática, que fundamentará a ética em Platão e Aristóteles. Tal ética se baseia no desprezo pelas ações relacionadas à sobrevivência do corpo (labor), e o enaltecimento das atividades ligadas à vida pública na polis, e ao ócio. Privilégio esse dado apenas aos cidadãos, que por não se ocuparem do labor, poderiam dedicar-se ao pensamento, que segundo os gregos, é o ato que diferencia o homem do resto dos animais, sendo assim aqueles que não buscam a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;aletheia&lt;/i&gt; (verdade), ou seja, escravos e trabalhadores “livres”, não seriam considerados humanos. Inaugurando a idéia de cultura superior da classe dominante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;É preciso lembrar que a Idade Média fora marcada pela quase extinção do comércio e o fim das grandes cidades, a Igreja Católica fora a única instituição que sobrevivera ao fim do Império Romano, guardando para a si toda a herança cultural da Antiguidade, fundindo tais valores aos valores judaico-cristãos. Um período de misticismo, marcado pelo teocentrismo e por um forte controle exercido pela Igreja. As Cruzadas deram impulso ao renascimento do comércio e o contato com o oriente, que resguardara diversos valores helenísticos, possibilitou o surgimento do chamado Renascimento Cultural. Os valores da Cultura Clássica seriam resgatados e absorvidos no contexto da transição feudo-capitalista pela aristocracia européia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A partir do século XI, as cidades italianas transformaram-se nos principais centros econômicos e comerciais da Europa, até então a ciência e as artes sofriam um forte controle por parte da Igreja. Do enriquecimento das famílias comerciais, surge à figura do mecenas, homens que enriqueceram ao ponto de desafiarem o controle católico e protegerem as artes e os artistas. Dessa forma, o mecenato passava a constituir um sinal de prestígio, para os novos príncipes italianos legitimarem o seu poder político. Sob a proteção dos patronos, o artista estaria protegido das perseguições da Inquisição, no entanto, encontrava-se submetido aos objetivos de seus patrocinadores. Seguindo o espírito da época, a arte se norteara pela busca da imitação do natural num sentido perfeitamente realista (mimesis), os modelos a serem reproduzidos deveriam configurar as noções de Belo, Bem e Perfeição, equacionando arte e verdade, entendendo como verdade os valores da aristocracia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Com a queda da aristocracia, também a burguesia se apropria do valor da cultura séria&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Cultura.doc#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, mas ao fazê-lo, acabou por transformá-lo também. A beleza deixa de ser equivalente a verdade, e passa a ser associada ao gosto individual. Nesse contexto, a arte conquista sua autonomia material, e em algumas obras, ideológica. Autonomia material, na medida em que o artista garante a sua sobrevivência com a venda de suas obras, transformando sua produção em mercadoria, e ideológica, na medida em que a arte seguiria suas próprias regras, conquistando um espaço de liberdade a partir da negação da finalidade social dominante, ganhando assim estatuto filosófico, tornando a estética uma disciplina filosófica autônoma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Mesmo assim, a arte continua sendo encarada como uma atitude intelectual, evoluída, particular da nova classe dominante. Tal significado, esta implícito na percepção popular da arte como expressão de gênios individuais, já que chamar um homem de artista é negar a outro um dom de igual visão. Dessa negação, as próprias leis de mercado se encarregam de agregar valor monetário à obra de arte, o que permite a comercialização da mesma como uma commodity internacional, um investimento seguro para quem pode comprá-la. Colocando em xeque os argumentos daqueles que a encaram como uma categoria universal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;O termo indústria cultural foi cunhado por Adorno e Horkheimer em 1947, devido à inadequação dos termos “entretenimento” e “cultura de massas”, utilizados para traduzir a produção e o consumo de produtos culturais em larga escala, já que poderiam sugerir, de modo equivocado, uma cultura que surgisse espontaneamente das massas, como se fosse a expressão daquilo que é genericamente denominado arte popular. O fato é: dessa forma de arte, a indústria cultural se distingue radicalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A indústria cultural designa a produção de produtos culturais com o intuito de adaptar e integrar seus consumidores ao funcionamento da ordem social vigente, forçando a união da “arte superior” e da “arte inferior”, domínios estes, separados há milênios, e com o prejuízo de ambos (ADORNO, 1962). A “arte superior” é frustrada &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“de sua seriedade pela especulação sobre o efeito; a inferior perde, através de sua domesticação civilizadora, o elemento de natureza resistente e rude, que lhe era inerente enquanto o controle social não era total” (idem).&lt;/i&gt; Difere-se das formas tradicionais de “entretenimento”, por se tratar de um sistema integrado, centralizando a produção, a distribuição e o consumo da cultura, integrando- a as esferas de reprodução material da sociedade e ao funcionamento do sistema capitalista como um todo. Sendo uma forma de diminuição do potencial crítico e de dominação da consciência das pessoas. O consumo dos produtos da indústria cultural não é uma escolha livre do consumidor, mas, em grande medida, determinado na fase de fabricação dos produtos (GATTI, Luciano Ferreira, ”Theodor W Adorno e a Indústria Cultural”, Revista Mente, Cérebro e Filosofia n° 7, pg. 27, Duetto, SP, 2008).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Brecht e Suhrkamp advertiam que as mercadorias culturais da indústria se orientam “segundo o princípio de sua comercialização e não segundo seu próprio conteúdo e sua figuração adequada. Toda a práxis da indústria cultural transfere, sem mais, a motivação do lucro às criações espirituais.” (ADORNO, 1962). A autonomia das obras de arte nunca existiu de maneira plena, e sempre fora marcada por conexões de efeito, e se vê abolida pela indústria cultural. Embora os poderes políticos, Estado e municipalidades, tenham herdado do absolutismo uma parte das instituições produtoras de cultura&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Cultura.doc#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, preservando pra elas uma independência parcial das relações de dominação vigentes no mercado, fator que resguardou a arte em sua fase tardia contra o veredicto da oferta e da procura, somente a obrigação de se inserir incessantemente na vida dos negócios como um especialista estético, impôs um freio definitivo ao artista. “&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A cultura que, de acordo com seu próprio sentido, não somente obedecia aos homens, mas também sempre protestava contra a condição esclerosada na qual eles vivem, e nisso lhes faria honra; essa cultura, por sua assimilação total aos homens, torna-se integrada a essa condição esclerosada; assim ela avilta os homens ainda uma vez. As produções do espírito no estilo da indústria cultural não são mais também mercadorias, mas o são integralmente” (idem)&lt;/i&gt;. Tal deslocamento é tão grande que traz consigo alguns fenômenos novos. Afinal, a indústria cultural não visa mais somente aos interesses do lucro, dos quais partiu, tais lucros objetivam-se em sua própria ideologia e às vezes se emanciparam da coação de vender suas mercadorias, que devem ser absorvidas de qualquer maneira. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“A indústria cultural se transforma em “public relations”, a saber, a simples fabricação de um “good will”, sem relação, com os produtores ou objetos de venda particulares. Vai se procurar o cliente para lhe vender um consentimento total e não crítico, faz se reclame para o mundo, assim como cada produto da indústria cultural é seu próprio reclame”&lt;/i&gt;(idem)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;A indústria cultural possui sua ontologia, “quadro de categorias fundamentais rigidamente conservadas”, como por exemplo, o romance comercial inglês do fim do século XVII e início do XVIII. O que se apresenta como progresso nesse contexto, essa insistência pelo novo, nada mais é que uma maquiagem para um esqueleto que sofreu tão poucas mudanças como na própria motivação do lucro desde que ela ganhou ascendência sobre a cultura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Não se deve tomar literalmente o termo indústria, porque não diz respeito ao processo produtivo em sentido restrito, ele diz respeito à padronização - como, por exemplo, o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;western, &lt;/i&gt;conhecido de qualquer freqüentador de cinema, - e a racionalização das técnicas de distribuição. Enquanto o processo de produção do cinema, que é um procedimento técnico que exige a divisão social do trabalho, o emprego de máquinas e a separação dos trabalhadores dos meios de produção (o conflito entre artistas e detentores do poder decisório), a indústria cultural ainda procura conservar as formas individuais de produção. Em outras palavras, a indústria cultural vale-se do “individualismo artístico” e da “criatividade individual” para explorar comercialmente o seu estoque de “astros e estrelas”. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“Cada produto apresenta-se como individual; a individualidade mesma contribui para o fortalecimento da ideologia, na medida em que se desperta a ilusão de que o que é coisificado e mediatizado é um refúgio de imediatismo e de vida.”&lt;/i&gt; (ADORNO)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Em relação aos processos produtivos, a indústria cultural se caracteriza pela racionalização dos procedimentos de planejamento e pela conseqüentemente estandardização dos produtos. O planejamento dá se através da antecipação das regras à produção, e pela primazia do todo em relação ao individual, onde o individual é apenas mais um elemento do todo. Resultando na transferência da responsabilidade de elaboração do artista para administradores, técnicos e diretores, julgamento onde não prevalecem as qualidades artísticas, mas sim o lucro e o sucesso de mercado. A determinação das tendências de produção e produção em larga escala, entra em contraste com a elaboração da obra de arte, que é única em sua singularidade. Os controladores elaboraram uma linguagem que consiste em efeitos de fácil assimilação imediata, excluindo elementos que contestem ou fujam da fórmula, através da criação de um repertório de gestos prontamente reconhecíveis pelo consumidor. Toda a divulgação também é racionalizada, na medida em que cinema, rádio, televisão e imprensa se movimentam em conjunto para a divulgação de seus produtos. A mobilização de recursos técnicos e financeiros leva a aproximação dos interesses dos produtores culturais de outros setores que os patrocinam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Diversão e entretenimento não são invenções do capitalismo tardio. A “arte leve” além de funcionar como antídoto contra a seriedade da arte autônoma, representava também o “abandono descontraído à multiplicidade das associações e ao absurdo feliz”, porém esses “elementos positivos” são neutralizados pela racionalização da indústria cultural, onde a descontração e o absurdo transformam-se em escapismo e renúncia a coerência, já que a indústria cultural transforma a diversão em ausência de esforço de reflexão por parte do consumidor. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“O mundo inteiro é forçado a passar pelo filtro da indústria cultural. A velha experiência do espectador de cinema, que percebe a rua como um prolongamento do filme que acabou de ver, porque este pretende ele próprio reproduzir o mundo da percepção quotidiana, tornou-se a norma da produção. Quanto maior a perfeição com que suas técnicas duplicam os objetos empíricos, mais fácil se torna hoje obter a ilusão de que o mundo exterior é o prolongamento sem ruptura do mundo que se descobre no filme.” &lt;/i&gt;(ADORNO E HORKHEIMER,1947, Dialética do Esclarecimento, pg. 118).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;“A indústria cultural desenvolveu-se com o predomínio que o efeito, a performance tangível e o detalhe técnico alcançaram sobre a obra, que era outrora o veículo da Idéia e com essa foi liquidada. Emancipando-se, o detalhe tornara-se rebelde e, do romantismo ao expressionismo, afirmara-se como expressão indômita, como veículo do protesto contra a organização. O efeito harmônico isolado havia obliterado, na música, a consciência do todo formal; a cor particular na pintura, a composição pictórica; a penetração psicológica no romance, a arquitetura. A tudo isso deu fim a indústria cultural mediante a totalidade.” &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language:PT-BR"&gt;(idem)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Cultura.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:8.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Não é preciso lembrar que essa função da religião instituída foi mantida até hoje. Cf. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bakunin"&gt;BAKUNIN&lt;/a&gt;, Mikhail (2000). Deus e o Estado. São Paulo: Imaginário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Cultura.doc#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Termo criado por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxus"&gt;Henry Flynt&lt;/a&gt;, no começo dos anos 60, para designar a alta cultura da classe dominante.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn3" href="file:///C:/Users/hp/Documents/TFG/kaozmatron/Cultura.doc#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Sistema educativo, teatros, orquestras, etc.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-3271465735065662040?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/3271465735065662040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=3271465735065662040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/3271465735065662040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/3271465735065662040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/11/cultura-do-latim-cultura-cultivar-o.html' title=''/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-16077122465123722</id><published>2008-10-20T19:32:00.001-07:00</published><updated>2008-10-20T20:02:44.177-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SP1A4Wy7QEI/AAAAAAAAADM/P5CsRKfGnLs/s1600-h/semana+120.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; 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font-size: 13px; white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-1459932578939373300&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-4482836051841017743?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/4482836051841017743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=4482836051841017743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/4482836051841017743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/4482836051841017743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/10/um-adendo.html' title='Um Adendo'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-6756024825292300382</id><published>2008-10-07T17:04:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T21:32:03.114-07:00</updated><title type='text'>Terror e Poesia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAmRA4uMKI/AAAAAAAAADE/7quqkGAOb1U/s1600-h/philippe-petit-wtc-tightrope.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAgfljLeYI/AAAAAAAAAC8/82COWS_goeM/s1600-h/north_tower_explosion_small.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAWjPLWg8I/AAAAAAAAAC0/Iut-XThytG0/s1600-h/north_tower_explosion_small.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAVY21UG-I/AAAAAAAAACs/VJyO9Auk7Wg/s1600-h/wtc-23detail.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAVY21UG-I/AAAAAAAAACs/VJyO9Auk7Wg/s320/wtc-23detail.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255724281921543138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px; font-family:arial;"&gt;No decorrer dos ultimos anos, ocorreram diversos "acontecimentos globais", a morte da princesa Diana, a morte do piloto Ayrton Senna, as Olimpíadas, a Copa do Mundo, além da sempre presente violência. No entanto nenhum desses acontecimentos conseguiu atingir a dimensão simbólica dos atentados de 11/09/2001, em especial a queda das torres do World Trade Center.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px; font-family:arial;"&gt;Para Baudrillard, os atentados puseram fim a estagnação dos anos 90, que era definida pelo escritor argentino Macedônio Fernandes como a "greve dos acontecimentos", com um ato que na sua opinião superara todos os outros, o que o levou a mergulhar fundo no chamado "espírito do terrorismo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px; font-family:arial;"&gt;Quanto mais forte é um sistema, maior é sua vontade de se autodestruir. A medida em que sua organização em rede se torna mais explêndida, mais vulnerável ela é em um único ponto, haja vista o temor que o vírus&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: italic; line-height: 19px;font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px; font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;I Love You,&lt;/span&gt; criado por um franzino filipino, causou em todas as redes domésticas do mundo inteiro. É a própria crueldade dessa lógica mundializante que cria as condições ideais para essa réplica brutal. Sendo o terror uma imagem de nós mesmos refletida num espelho que temos recusa em encarar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px; font-family:arial;"&gt;As Torres Gêmeas eram um símbolo da vitória do capitalismo financeiro, na medida em que puseram um fim a verticalidade competitiva que moldou o espaço urbano da cidade de Nova Iorque. Em 1973, data de sua inauguração, obelisco e a pirâmide, cederam espaço para uma arquitetura que refletia o grafismo estatístico do mundo financeiro, pelo fato de serem duas, o que acarreta o fim da referência original, essas lâminas cegas e de estética duvidosa, puseram um fim na concorrência pelos céus de Manhatan, marco de um sistema digital e contábil, símbolo das grandes redes e dos monopólios globais. Refletindo na sua arquitetura amplamente reproduzida no mundo todo, a violência e a ferocidade do mercado financeiro global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px;font-family:arial;"&gt;Sua queda provocou no mundo inteiro um misto de fascínio e condenação moral, tal fascínio brota da alergia, felizmente universal, a qualquer ordem definitiva, e as duas torres, justamente em sua geminação, encarnavam essa ordem definitiva, dando aos terroristas a vantagem dessa cumplicidade que é moralmente inconfessável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px;font-family:arial;"&gt;Foi o próprio sistema quem criou as condições para esta réplica brutal, o desafio imposto pelo excesso de poder exigiu como resposta um ato onde qualquer troca é impossível, forçando aquele monumento curvar-se diante de seu espelho e desaparecer no pó.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAgfljLeYI/AAAAAAAAAC8/82COWS_goeM/s320/north_tower_explosion_small.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255736492169066882" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px;font-family:arial;"&gt;"O terrorismo é o ato que restitui uma singularidade irredutível a um sistema de trocas generalizado"(BAUDRILLARD). " Isto já se quer visa transformar o mundo, visa antes (como no tempo das heresias) radicalizá-lo pelo sacrifício, enquanto o sistema visa fazê-lo pela força.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px;font-family:arial;"&gt;Diferente do terrorismo praticado até então, que era essencialmente uma arma de pobres, onde o suicídio dos guerrilheiros em nada afetava o espírito do sistema, o ataque de 11/09 foi idealizado por experts, peritos em economia, investidores, aviadores, conhecedores do impacto que a imagem criada provocaria no mundo todo. Disfarçados, quase inofencivos, desviando a mira das maiores armas de seus inimigos. Trata-se de um agente viral, presente em todos os lados, diluídos, sombra refletida, um agente duplo inserido no coração da realidade que combate, uma fratura exposta do sistema dominante, "onda de choque de uma reversão silenciosa". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px;font-family:arial;"&gt;O espírito do terrorismo consiste em: "Não atacar nunca o sistema em termos de relação de forças. Isto é o imaginário (revolucionário) imposto pelo próprio sistema, que não sobrevive senão por obrigar incessantemente aqueles que o atacam a baterem-se no terreno da realidade, que é pra sempre seu. Mas deslocar a luta para a esfera simbólica, onde a regra é a do desafio, da reversão, do sobrelanço. De tal modo que a morte não possa responder-se senão por uma morte igual ou superior. Desafiar o sistema com um dom ao qual ele não pode responder senão com a sua própria morte e o seu próprio desmoronamento." (Baudrillard - O Espírito do Terrorismo, Campo das Letras, 2002). "Acontecimento absoluto e sem apelo". Em seu &lt;a href="http://www.rizoma.net/interna.php?id=148&amp;amp;secao=anarquitextura"&gt;Réquiem para as Torres Gêmeas&lt;/a&gt; diz:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A utopia situacionista de uma equivalência da arte e da vida era substancialmente terrorista. Terrorista é o ponto extremo em que a radicalidade da perfomance artística, ou da idéia, entra na própria coisa, na escrita automática da realidade, numa projeção poética de situação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Mas se a arte pode sonhar em ser esse acontecimento material que absorve qualquer representação possível, está muito longe disso, e nada da ordem da imaginação ou da representação pode igualar ou comparar-se, hoje, com um acontecimento desses." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Estes textos foram escritos ainda sob o efeito do baque daquele fatídico dia, a validade desse dito acontecimento absoluto, tem sido bastante contestada, devido aos furos nos laudos, e diversas outras informações contraditórias. Mas Baudrillard se esquecera de sete de agosto de 1974, o crime do século, o mesmo alvo, ao invés de uma implosão, poesia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ao atravessar numa corda bamba, o vão entre as recém-inauguradas Torres Gêmeas, Philippe Petit,cometeu o crime artístico do século. Foram tres anos de planejamento, incluindo fotos tiradas de um helicóptero alugado, a conquista da amizade de um executivo que trabalhava no prédio, fingir ser um correspondente de uma emissora francesa, para ir até o topo com o sindico do conjunto e batalhar o seu sustento como malabarista nos cruzamentos da Big Apple. Petit desafiou todos os seus limites, não só ao andar numa corda bamba a 417 metros de altura, mas também ao driblar a segurança de um dos prédios mais vigiados do mundo, impulsionado pelo desejo de tocar os céus. Naquela manhã ensolarada de agosto, curtiu o momento por 45 minutos, sua namorada diria que aquilo era a coisa mais linda que havia visto na vida, as autoridades, atonitas, apenas o observaram deitar na corda, desafiar a gravidade, curtir um momento único, simbolo máximo da opressão se dobrou diante da poesia daquela manhã. Este sim, um acontecimento absoluto e sem apelo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAmRA4uMKI/AAAAAAAAADE/7quqkGAOb1U/s1600-h/philippe-petit-wtc-tightrope.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAmRA4uMKI/AAAAAAAAADE/7quqkGAOb1U/s320/philippe-petit-wtc-tightrope.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255742838878908578" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Terrorismo poético pode ser entendido como um conjunto de ações não-violentas em larga escala que podem ter um impacto psicológico comparável ao poder de um ataque terrorista, configurando-se num ato de mudança de consciência. Onde o "choque estético tem de ser uma emoção tão forte quanto o terror - profunda repugnância, tesão sexual, temor supersticioso, súbitas revelações intuitivas, angústia dadáista - (...)se não mudar a vida de alguém (além do próprio artista) ele falhou." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;"Uma primorosa sedução praticada não em busca apenas da satisfação mútua, mas também como um ato consciente de uma vida deliberadamente bela - talvez isso seja o TP em seu mais elevado grau." (Hakim Bey)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Os terrosristas-poetas comportam-se como trapaceiros, confiantes, cujos objetivos não se resumem em dinheiro, seu objetivo é a TRANSFORMAÇÃO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Suba na corda bamba, invente um nome falso, seja uma lenda, o melhor TP é contra a lei, não vacile, não seja pego. "Arte como crime, o crime como arte."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=13WU-1-SRfI"&gt;11/09&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iZ_-KP9A_I4"&gt;crime do século&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-style: italic; font-weight: bold;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 19px; font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:10px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:10px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:10px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:10px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  font-style: italic; line-height: 19px;font-family:-webkit-sans-serif;font-size:10px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-6756024825292300382?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/6756024825292300382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=6756024825292300382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/6756024825292300382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/6756024825292300382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/10/terror-e-poesia.html' title='Terror e Poesia'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SPAVY21UG-I/AAAAAAAAACs/VJyO9Auk7Wg/s72-c/wtc-23detail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-5965295104331540679</id><published>2008-09-09T19:50:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T20:58:04.377-07:00</updated><title type='text'>VI Semana de Arquitetura e Urbanismo da UNESP- Bauru - 13 a 17/10/2008</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;Oficina: Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 24px; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 18px; font-weight: bold;"&gt;I - Dia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 18px; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;manhã: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;programa do Bureu de Urbanismo Unitário:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- Psicogeografia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- Mapas Afetivos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;terrorismo poético:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- situação construída...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- linhas de fuga...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- máquinas de guerra...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- zonas autônomas temporárias...&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large; font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;tarde:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;bombas:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- sementes...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- poemas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;- o que der na telha...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large; font-weight: bold;"&gt;II dia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;deriva...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;guerrilha poética...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Jogos...&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;III dia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;fitando o vazio...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;mergulhando nele...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;metamorfoseando...&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;* mais detalhes e eclarecimentos no decorrer desses dias...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-5965295104331540679?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/5965295104331540679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=5965295104331540679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/5965295104331540679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/5965295104331540679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/09/vi-semana-de-arquitetura-e-urbanismo-da.html' title='VI Semana de Arquitetura e Urbanismo da UNESP- Bauru - 13 a 17/10/2008'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-7214955985024429368</id><published>2008-09-02T19:39:00.001-07:00</published><updated>2008-09-02T19:42:48.667-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;span style=""&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="Imagem_x0020_1" spid="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" alt="Maske, 2.51k" style="'width:2in;height:140.25pt;visibility:visible'"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\Users\hp\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.gif" title="Maske, 2"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/hp/AppData/Local/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image001.gif" alt="Maske, 2.51k" shapes="Imagem_x0020_1" width="192" height="187" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Muito antes dele se tornar uma lenda “cult”, eu ouvi pela primeira vez o nome do misterioso e esquivo Hakim Bey quando girava o dial do rádio em Nova York. Ele foi mencionado em um programa da WBAI FM chamado “A Cruzada Moura Ortodoxa”. Mas logo, amigos estavam falando em surdina sobre suas buscas à Zona Autônoma Temporária. Intrigado, eu procurei pelo clássico underground de Hakim, T.A.Z.,  A Zona Autônoma Temporária: Anarquismo Ontológico e Terrorismo Poético (Autonomedia, po Box 568, Brooklyn, ny 11211). Eu o achei numa pequena livraria esotérica que tinha desde trabalhos de Emma Goldman até Aleister Crowley. Eu comecei a perguntar sobre a Sociedade do Anarquismo Ontológico e sobre esse enigmático Hakim Bey. Ninguém sabia como chegar ao efêmero Hakim. Ligar para os editores dele me deixou ainda mais frustrado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Hakim Bey também lançou um CD declamado com música de Bill Laswell pelo selo Axiom, chamado também de TAZ. Então eu os contatei também - inutilmente. Então um dia eu acho um bilhete na minha cama dizendo para vir à Rua Mott às 9 da noite para uma entrevista. Como isso veio parar aí? Na Rua Mott, um carro anônimo encosta e me leva a um obscuro restaurante num porão em Chinatown, onde uma cabine privada com cortinas está separada, com um pequeno narguilé e um prato cheio de Bolas de Templo Nepalesas(1). Sou convidado a entrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HIGH TIMES: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Hakim, de onde você é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HAKIM BEY: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Bem, a informação padrão (que é tudo que eu falo) é que eu era um poeta da corte de um principado sem nome no norte da Índia, que eu fui preso na Inglaterra por um atentado anarquista a bomba e que eu vivo em Pine Barrens, Nova Jersey, em um trailer da Airstream(2). Quando eu venho a Nova York eu fico num hotel em Chinatown.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O que é a Zona Autônoma Temporária? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A Zona Autônoma Temporária é uma idéia que algumas pessoas acham que eu criei, mas eu não acho que tenha criado ela. Eu só acho que eu pus um nome esperto em algo que já estava acontecendo: a inevitável tendência dos indivíduos de se juntarem em grupos para buscarem liberdade. E não terem que esperar por ela até que chegue algum futuro utópico abstrato e pós-revolucionário. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A questão é: como os indivíduos em grupos maximizam a liberdade sob as situações dos dias de hoje, no mundo real? Eu não estou perguntando como nós gostaríamos que o mundo fosse, nem naquilo em que nós estamos querendo transformar o mundo, mas o que podemos fazer aqui e agora. Quando falamos sobre uma Zona Autônoma Temporária, estamos falando em como um grupo, uma coagulação voluntária de pessoas afins não-hierarquizada, pode maximizar a liberdade por eles mesmos numa sociedade atual. Organização para a maximização de atividades prazeirosas sem controle de hierarquias opressivas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Existem pontos na vida de todos que as hierarquias opressivas invadem numa regularidade quase diária; você pode falar sobre educação compulsória, ou trabalho. Você é forçado a ganhar a vida, e o trabalho por si só é organizado como uma hierarquia opressiva. Então a maioria das pessoas, todos os dias, tem que tolerar a hierarquia opressiva do trabalho alienado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Por essa razão, criar uma Zona Autônoma Temporária significa fazer algo real sobre essas hierarquias reais e opressivas – não somente declarar nossa antipatia teórica a essas instituições. Você vê a diferença que eu coloco aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;No aumento da popularidade do livro, muitas pessoas se confundiram com esse termo e usaram ele como um rótulo para todo o tipo de coisa que ele realmente não é. Isso é inevitável, uma vez que o próprio vírus da frase está solto na rede (para usar metáforas de computadores). Se as pessoas usam erroneamente ele ou não isso não é tão importante, porque o significado está incrustado no termo. É como um vírus verbal. Ele diz o que significa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Uma Zona Autônoma Temporária necessariamente se abstém do uso do dinheiro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Isso é difícil em uma situação real, mas pode acontecer. O &lt;i&gt;Rainbow Gathering &lt;/i&gt;(3), por exemplo, se abstém do uso do dinheiro. Isso é quase que uma garantia de um grau muito maior de autonomia temporária para as pessoas que estão participando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eles na realidade aumentam seu prazer saindo fora da economia de dinheiro/mercadorias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A imprensa ligou o fenômeno TAZ ao movimento cyberpunk. Você acha que a Internet é uma Zona Autônoma Temporária?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Não. Um mal entendido muito peculiar veio à tona. A revista Time fez uma matéria sobre o ciberespaço que me citou erroneamente - o que me deixou particularmente feliz. Se a Time entendesse o que eu estava falando, eu seria forçado a reestruturar toda minha filosofia, ou talvez desaparecer pra sempre em desgraça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eles diziam que o ciberespaço era uma Zona Autônoma, e eu não concordo. Enfaticamente não concordo. Eu acho que a liberdade inclui o corpo. Se o corpo está em um estado de alienação, então a liberdade não é completa em nenhum sentido. O Ciberespaço é um espaço sem corpo. Ele é, de fato, um espaço abstrato e conceitual. Não existe cheiro nele, nem gosto, nem sentimento e nem sexo. Se qualquer uma dessas coisas existe lá, são apenas simulacros dessas coisas e não elas mesmas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A única coisa que a Internet ou o cIberespaço podem ter com relação à Zona Autônoma Temporária é que eles são instrumentos ou “armamento” para alcançar a liberdade. Então é importante trabalhar para proteger as liberdades de expressão e comunicação que estão abertas neste exato momento pela Internet contra o FBI e Clinton e a &lt;i&gt;“Infobahn” &lt;/i&gt;(um bom termo em alemão para designar a auto-estrada da informação). Cuidado para não ser atropelado na &lt;i&gt;Infobahn! &lt;/i&gt;Comunicando-se por uma BBS(4), um grupo pode planejar um festival de maneira muito mais eficaz, alguma coisa como um Rainbow Gathering, estruturado nas chances para maximizar o potencial para o surgimento de uma TAZ real. A Internet também pode ser usada para montar uma rede econômica alternativa genuína. Trocas e permutas trilhadas na Internet em comunicações privilegiadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Você pode explicar o “Terrorismo Poético”?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Por terrorismo poético eu entendo ações não-violentas em larga escala que podem ter um impacto psicológico comparável ao poder de um ato terrorista - com a diferença de que o ato é de mudança de consciência. Digamos que você tem um grupo de atores de rua. Se você chamar o que você está fazendo de “performance de rua”, você já criou uma divisão entre o artista e a audiência, e você alienou de si mesmo qualquer possibilidade de colidir diretamente nas vidas diárias da audiência. Mas se você pregar uma peça, criar um incidente, criar uma situação, pode ser possível persuadir as pessoas a participar e a maximizar sua liberdade. É uma estranha mistura de ação clandestina e mentira (que é a essência da arte) com uma técnica de penetração psicológica de aumento da liberdade, tanto no nível individual quanto no social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Você pode fazer algumas sugestões especial ao leitor da HIGH TIMES para criar uma TAZ?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Ok, tudo bem. Eu gostaria de dizer isso ao movimento canabista, e, em um nível mais amplo, eu gostaria de direcionar isto ao movimento libertário em geral, que é um aliado próximo, cruza e tem áreas de contingência com o movimento canabista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Se os Libertários tivessem gasto os últimos quinze anos organizando redes econômicas alternativas para potencializar a emergência de uma Zona Autônoma Temporária e levá-la rumo a uma Zona Autônoma Permanente, ao invés de jogar o jogo fútil das políticas de terceiros, que é uma posição fracassada desde o início; se o movimento canabista tivesse colocado sua energia nos últimos quinze anos na organização de redes econômicas alternativas, não necessariamente baseadas em trocas “criminosas” de dinheiro por maconha mas nas necessidades e possibilidades básicas da vida real; se toda essa energia fosse direcionada nesse sentido, ao invés do que parece para mim uma quimera total, um fantasma totalmente abstrato chamado “poder político democrático legislativo” - então eu penso que estaríamos há muito no caminho claro da mudança revolucionária nessa sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Nessas circunstâncias, toda essa boa intenção e grande energia foi mal direcionada em um jogo - um jogo em que a autoridade cria as regras, e nas quais “eles” criaram as regras para que pessoas como eu e você não possam ganhar poder dentro desse sistema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Agora isto é uma crítica anarquista que eu estou fazendo, com os motivos mais camaradas possíveis. Eu acho que é uma tragédia essa energia ter sido mal direcionada. Eu não acho que é tarde demais para acordar e ver o que está na verdade acontecendo(5) aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Outro ponto que eu gostaria de falar é que a HIGH TIMES foi particularmente culpável durante a última eleição, quando conclamou seus leitores (incluindo uma grande porcentagem de usuários de maconha nesse país) a votar naquele Clinton filho da puta, baseado em um rumor extremamente suspeito: de que Al Gore, um conhecido mentiroso, hipócrita e embusteiro, cochichou pra alguns ativistas da maconha que ele estava do lado deles. E por isso, presumivelmente, milhares, se não milhões, de fumantes de maconha saíram e votaram em um outro bando de filhos da puta, se esquecendo toda a sabedoria do antigo slogan anarquista, “nunca vote, isso só encoraja os bastardos.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu vou fazer uma aposta agora. Eu como a edição da revista em que isto será impresso se, sob a administração Clinton, existirem quaisquer melhoras na lei relacionada ao uso da cannabis por prazer. Pode haver um pequeno abrandamento no uso da maconha medicinal ou comercial. Mas não haverá abrandamento - de fato, somente haverá uma maior regulação - no uso da erva por prazer. Ok? E se isso não for verdade, eu como a porra da revista com uma merda de um leite e um açúcar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Isso seria um ato de terrorismo poético? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Heh, heh.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Você acha que o movimento canabista é contraproducente em alguns aspectos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Antes de qualquer crítica, eu preciso enfatizar que eu pertenço a uma religião em que a maconha é um sacramento, e eu sou um defensor vitalício de ações pró-maconha. Eu uso o termo “ação” ao invés de “legalização” por uma razão muito específica, na qual eu vou chegar. Daí eu ofereço crítica em um espírito construtivo. Eu quero que isso fique bem claro, como Nixon costumava dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Nos anos em que vêm existindo um movimento pela legalização da maconha, todas as leis desse país ficaram piores e mais opressivas. No tempo em que vêm existindo um movimento de legalização da maconha, o preço da erva ficou proibitivamente caro por causa da Guerra às Drogas. Existe aí uma relação direta entre a Guerra às Drogas e o movimento pela legalização da maconha? Provavelmente não muita. Porém, tagarelar tudo todo o tempo e fazer tudo aberto, deixando as estatísticas e listas de discussões disponíveis para as agências de inteligência e outras não é uma tática boa quando você está na verdade lidando com uma substância ilegal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu acho que temos um complexo de mártir nessa situação. Existem pessoas que querem confrontamento contra uma projeção psicológica do que eles acham que é a “autoridade”. Em outras palavras, contra quem é relativo à autoridade de um jeito autoritário. Simplesmente por desafiarem abertamente essa autoridade, eles estão se definindo como criminosos e vítimas do estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Você acha que eles poderiam usar um pouco de terrorismo poético?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu acho que eles poderiam usar um pouco de clandestinidade sensata e um pouco do senso do terrorismo poético, sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Você escreveu extensamente sobre os &lt;i&gt;tongs&lt;/i&gt;(6), as sociedades secretas Chinesas. Você diria que a economia underground da maconha é organizada de forma semelhante aos &lt;i&gt;tongs?&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Absolutamente, é organizada como uma soma, como uma... bem, não é organizada como uma soma de &lt;i&gt;tongs&lt;/i&gt;, e é isso que é o problema. O ponto é que um &lt;i&gt;tong &lt;/i&gt;é uma sociedade secreta. E isto, novamente, é algo que não é somente uma fantasia; é algo real. Um grupo de amigos com afinidades que se junta para intensificar seu prazer e liberdade por meios que não sejam reconhecidos como legais pela sociedade criou inconscientemente uma &lt;i&gt;tong. &lt;/i&gt;O que eu acho que eles poderiam fazer é conscientemente criar uma &lt;i&gt;tong. &lt;/i&gt;O que nós precisamos aqui é uma estética e uma tradição de sociedades clandestinas não-hierárquicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Como nós organizamos verdadeiras redes secretas de permuta? Mas também, como nós criamos uma poética desta situação, como nós fazemos disto algo que funcione não somente num nível econômico prático, mas também num nível imaginário, onde os corações das pessoas estão comprometidos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Uma comunidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu iria além, ao usar o termo de Paul Goodman, &lt;i&gt;communitas&lt;/i&gt;, para mostrar que nós estamos falando sobre algo que é mais que um arranjo a esmo, mas realmente um objetivo pela qual nós estamos nos esforçando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu vejo a Zona Autônoma Temporária como o florescimento temporário do sucesso dessas redes. O que nós estamos esperando é que as estruturas não hierárquicas atuais maximizem seu potencial para o surgimento de uma TAZ.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Vamos falar sobre as redes como uma espécie de subsolo rico em micélios que são por si só o corpo verdadeiro da planta. E ele pode se espalhar por milhas, como você sabe. Os cogumelos que aparecem, os frutos - eles são como uma Zona Autônoma Temporária, esses são as florescências da rede, se eu consigo fazer aqui minha metáfora botânica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Uma das formas mais óbvias de florescimento é o festival: a rave, o &lt;i&gt;Rainbow Gathering&lt;/i&gt;, os festivais &lt;i&gt;Zippies&lt;/i&gt;(7) e coisas como o festival &lt;i&gt;Burning Man&lt;/i&gt;(8) em Nevada - esses tipos de festivais espontâneos, não regulados, não mercantilizados, que aparecem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Mas talvez eles tenham vidas, “vidas de prateleira”(9) - só uma certa quantidade de tempo quando eles podem criar e florescer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Existem algumas coisas que são inerentemente temporárias. E existem outra coisas que são temporárias somente porque não somos fortes o suficiente para fazê-las permanentes. Digamos que você se instala por alguns meses em um lugar bonito perto de uma floresta, na beira de um lago, no verão, com alguns amigos e você tem uma TAZ verdadeira. Erotismo e beleza natural e liberdade pra correr pelado por aí e fumar maconha ou fazer o que você quiser. Mas como isto tudo é movido pelo dinheiro que as pessoas têm que fazer no mercado onde elas vendem o trabalho, isto pode durar somente um certo tempo. Nós gostaríamos de fazer isto durar para sempre, transformado a TAZ em uma PAZ, uma Zona Autônoma Permanente (&lt;i&gt;Permanent Autonomous Zone&lt;/i&gt;). Nós não temos o poder econômico para fazer isto. É temporário somente porque nos falta o poder para fazermos isto mais permanente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Outras coisas são claramente temporárias, e devem ser apreciadas pela sua temporalidade. Quando a essência saiu delas nós devemos perceber isto, e deixar esta forma em busca de outras formas. Então uma certa quantidade do que vem sendo chamado de “trabalho de flutuação” é necessário. Você tem que estar sintonizado com onde a liberdade e o prazer estão sendo potencializados e onde não estão, para que você possa espontaneamente se manter flutuando e ficar à frente desse fenômeno. Isso é exatamente o que hordas de pessoas estão fazendo por aí: velhos camaradas em rv´s(10), caras novos viajando clandestinamente, está tudo acontecendo. Não estou descrevendo um esquema utópico, é o que está acontecendo de qualquer jeito. Tenhamos consciência disso. Vamos perceber que isso é um verdadeiro valor, porque faz algo por nossas vidas, diferentemente de todo essa jogatina política estúpida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Nós somos constantemente seduzidos a colocar nossas forças e nosso amor e nossa criatividade em objetivos que são imediatamente reocupáveis e cooptáveis e mercantilizáveis por “eles”. Isso devia parar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu vejo pessoas tendo problemas para comunicar-se com outras porque elas estão acostumadas a se falar pela televisão. Então, quanto você está trabalhando em uma comunidade, o primeiro passo para criar uma TAZ seria a comunicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Absolutamente. As pessoas estão alienadas pela mídia. Isso é algo que tem que ser repetido constantemente. Quanto mais você se relaciona com os meios, menos você se relaciona com outros seres humanos em sua proximidade física. Novamente, isso não é uma grande teoria, isto é algo que simplesmente está acontecendo. Você gasta mais tempo vendo TV, você gasta menos tempo se relacionando com seus amigos. E quando isto se espalha em nível social, você começa a ver algumas coisas muito estranhas ocorrendo. A corrente tem mais força que qualquer participação individual na corrente. Existe uma sinergia negativa, um efeito de realimentação negativa por meio do qual sua alienação de outras pessoas está sendo causada por televisões e rádios e filmes e jornais e livros. Eu certamente não isento os impressos dessa crítica. E subitamente você descobre que não é somente uma questão de alienação, é uma questão de miserabilidade. Essa separação de você da realidade física está fazendo você miserável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Muitas pessoas chegaram a esse ponto. Eles não sabem o que fazer porque nós não estamos dando a eles uma direção. Digo, radicais fumantes de maconha não estão dando a eles uma alternativa clara e realista, mas ao invés disso estão sonhando acordados com várias merdas de &lt;i&gt;New Age&lt;/i&gt; e estilo de vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Onde as pessoas podem achar Zonas Autônomas Temporárias às quais você estaria disposto a dizer quando e onde encontrar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu não posso - porque elas não existem precisamente em mapas com coordenadas cartesianas. Existem outras dimensões que não os mapas onde as Zonas Autônomas Temporárias podem ser achadas. Eu gosto de metaforizar estas dimensões como dimensões fractais, o que traz toda a questão de caos e complexidade. E uma das razões pelas quais eu não posso te dar nenhum indicativo é porque essa é uma situação fractal carregada de complexidade. A qualquer momento uma TAZ pode ocorrer. Em um nível mínimo, um jantar na casa de alguém pode repentinamente evoluir em uma TAZ. Não qualquer jantar, mas o potencial está lá porque é organizado de uma maneira não hierárquica, para convivência. E, em um nível máximo, você teve Zonas Autônomas Temporárias que duraram muito mais, onde a festa na realidade continuou por alguns anos. Quando estamos falando sobre a Zona Autônoma Temporária, per se, como nodos realmente intensos de consciência e ação, é possível que os seres humanos não possam aguentar muito disso. Talvez dezoito meses ou dois anos de festa contínua seja tudo que alguém pode aguentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Bem, eu conheço algumas pessoas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Claro! Mas nós podemos falar de Zonas Autônomas Permanentes, você sabe, o que é um conceito diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Você chamaria o &lt;i&gt;Rainbow Gathering &lt;/i&gt;de Zona Autônoma Permanente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu chamo ele de Zona Autônoma Periódica, o que é ainda outra variação dessa idéia. Existem certas Zonas Autônomas que você não pode manter o tempo todo, mas que você pode realizar com uma certa freqüência constante, e os festivais anuais são os exemplos. O que nós temos que fazer é evitar a mercantilização. Preciso dizer algo mais desse assunto? Ok?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O festival é um momento intenso, mas periódico. É momentâneo, mas periódico. Assim como no &lt;i&gt;Rainbow&lt;/i&gt;, não é realmente necessário ser dono da propriedade, como eles inteligentemente descobriram. Qualquer grupo de pessoas na América pode fazer isso. Você não precisa se juntar às tribos &lt;i&gt;Rainbow &lt;/i&gt;e seguir seu estilo de vida (que eu particularmente não acho atrativo). Você só faz um encontro em uma floresta nacional e monta sua tenda fora da linha de visão, ou você pega um lugar onde tenham poucos ursos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;No festival &lt;i&gt;Burning Man&lt;/i&gt;, o guarda florestal mais próximo está a 75 milhas de distância, e eles converteram ele a um amigo e defensor do festival, de qualquer jeito. É organizado por alguns artistas da Califórnia que vão para a pior parte do deserto de Nevada, só um mar de areia preta até onde a vista alcança, e eles fazem uma estátua gigantesca de um homem de vime, então no último dia do festival eles ateiam fogo a ele e todo mundo bebe um monte de cerveja e vê ele queimar. É um tremendo sucesso e está sendo repetido sempre com uma periodicidade anual. As pessoas amam isto. Um jornal é impresso no lugar, uma mini estação de rádio FM é montada cada ano e todos os tipos diferentes de pessoas vêm, de caras que moram isolados em rvs a ciclistasa &lt;i&gt;hippies&lt;/i&gt;, o pessoal &lt;i&gt;“flower” &lt;/i&gt;e o pessoal &lt;i&gt;Rainbow &lt;/i&gt;e os &lt;i&gt;hobos&lt;/i&gt;(11) e artistas da Califórnia. E todo mundo se diverte muito, e então eles arrumam as malas e vão embora e esse é o fim daquilo, e o guarda florestal não incomoda eles porque está a 75 milhas de distância e ele gosta daquilo de qualquer jeito porque eles deixam o lugar limpo. Então qualquer um pode fazer isso. Você não precisa esperar pela permissão de alguma autoridade tribal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HT: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Criar uma TAZ é quase como criar o seu próprio espaço autônomo livre em você mesmo.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;HB: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Eu fico repetindo a frase “maximize o potencial para o aparecimento”. Eu sei que é uma frase meio grotesca e complicada, mas ela precisa ser sempre inserida em qualquer frase que nós falemos aqui. Você não pode declarar uma TAZ. Ou, se você pode, você é um mágico muito mais eficiente do que eu. Você simplesmente não pode decidir ter uma TAZ. Uma TAZ é algo que acontece espontaneamente. Quando de repente você diz, uau, sabe, tem N pessoas aqui, mas tem N mais N energia, excitação, prazer, liberdade, consciência. Certo? Esse momento de sinergia de corrente cruzada acontece quando um grupo de pessoas está tendo algo mais de uma situação que a soma do que os indivíduos estão colocando nisto. Você não pode prever isto. Tudo o que você pode fazer é maximizar o potencial para o aparecimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Glossário&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;1. Bolas de Templo Nepalesas (Nepalese Temple Balls) - nome dado para pelotas de haxixe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;2. Airstream - Tradicional marca americana de trailers e motor-homes, pertencente à Thor Industries. Seu website é &lt;a href="http://www.airstream-rv.com/"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;www.airstream-rv.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;3. Rainbow Gatherings - festival-encontro dos participantes da “Família Arco-Íris da Luz Viva”(Rainbow Family of Living Light), que na realidade não é uma organização, mas diferentes pessoas que pregam a construção de pequenas comunidades, não violência, estilo de vida alternativo, Paz e Amor, e tradições indígenas americanas. Esse encontro, que acontece anualmente, tem por objetivo rezar pela paz no planeta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;4. BBS - Bulletin Board System, um termo de informática que designa uma base de dados de mensagens acessível pela Internet, ou melhor ainda, um mural de recados eletrônico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"   lang="EN-US"&gt;5. No original, “I don’t think that it’s too late to wake up and smell the coffee here.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;6. Tong - sociedade secreta chinesa, do cantonês tong, “assembléia de todos”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;7. Festival Zippy - encontro das pessoas da cultura zippie - que se definem, em parte, como hippies tecnológicos, que acreditam em funções religiosas na tecnologia. O nome vem de hippies com zip. Retirado de &lt;a href="http://www.fiu.edu/%7Emizrachs/Zippies.html"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;http://www.fiu.edu/~mizrachs/Zippies.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;8. Festival Burning Man - festival que reúne anualmente cerca de vinte e cinco mil pessoas, e envolve música, arte e comunidade. Retirado de &lt;a href="http://www.burningman.com/"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;http://www.burningman.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;9. Vida de Prateleira - extensão de tempo que um produto, especialmente alimento, pode permanecer na prateleira de uma loja antes de se tornar impróprio para uso; prazo de validade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;10. RV (recreation vehicles) - veículos como trailers e motor-homes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;11. hobo - Alguém que viaja de lugar a lugar procurando por lares e empregos temporários. Retirado de &lt;a href="http://www.hobotraveler.com/hobo.shtml"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;www.hobotraveler.com/hobo.shtml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Traduzido e revisado por Guilherme Caon em 20/03/2002. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Esta tradução, bem como qualquer uma de suas partes, não pode ser utilizada para nenhum tipo de fim comercial, a não ser com a expressa autorização do tradutor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;fonte:&lt;a href="http://rizoma.net/"&gt; www.rizoma.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-7214955985024429368?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/7214955985024429368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=7214955985024429368' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/7214955985024429368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/7214955985024429368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/09/v-behaviorurldefaultvml-o.html' title=''/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-2151420023113088126</id><published>2008-08-19T14:02:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T14:04:52.721-07:00</updated><title type='text'>Apresentação ou Sympathy for the Evil</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} a:link, span.MsoHyperlink 	{mso-style-priority:99; 	color:blue; 	mso-themecolor:hyperlink; 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Eu vos digo: ainda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; há caos dentro de vós..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - Zaratustra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, permitam que me apresente, ao contrário do diabo apresentado a nós por Keith Richards e Mick Jagger, não sou um homem rico, alguns podem dizer que meu bom gosto é de fato bastante questionável. Sou inquieto por natureza, e essa conversa que teremos nestas linhas é resultado da jornada de uma pessoa. E por esse envolvimento que é pessoal, já que estou falando de mim, o trabalho ou o blog diante de você não seguirá a linguagem, nem as convenções esperadas de um texto científico, a justificativa é dada pelo fato de que não existe nada mais acético e cinza do que uma explicação científica. Prefiro uma mesa de bar, um bate papo na pracinha das salas 50s da FAAC, melhor ainda a sala de alguma república estudantil, que foram os locais onde tive o primeiro encontro com as informações que pretendo trocar. Aliás, boa parte dessas idéias nascem do princípio da desobediência, sendo assim, não espere uma monografia formal, e nem venha em busca de verdades absolutas, pegue uma taça de vinho, acenda uma vela, e embarque nessa viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu amigo leitor pode não concordar com o que irei falar. O que pode enriquecer em muito o processo que iniciamos agora. “Vamos por partes.” Como diria Jack (o estripador), e comecemos com um esclarecimento, este trabalho é uma tentativa de aplicação de um ideário que venho estudando desde o meu primeiro ano de faculdade, resultado de seis anos de discussões com os amigos, navegadas na internet, participações em sites de relacionamento, etc. Uma realização coletiva que só se tornou possível graças as contribuições dos meus amigos. Composto por esse corpo textual e por diversas intervenções urbanas, que só se realizaram e ainda se realizarão graças a um esforço que é coletivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas chega de justificativas e voltas, sou prolixo e tenho déficit de atenção, meu raciocínio é pouco linear, mas prometo me esforçar pra tentar ser claro. Sem mais delongas, comecemos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A condição social contemporânea pode ser definida como liquefação. Com a crise das representações e a morte dos ídolos, Deus e o Espaço caíram no buraco negro do ceticismo, pondo um fim as identificações de sujeito e objeto. Nesse caldo, chamado capitalismo tardio, o abismo das desigualdades sociais vem sofrendo um crescimento vertiginoso, e a cultura exerce com eficiência impressionante, seu papel de a mais perfeita das mercadorias, aquela que ao ser consumida, nos leva a consumir todas as outras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nesse contexto, movimentar-se no tanque de poder líquido não precisa ser necessariamente um ato de cumplicidade, o ser anacronicamente conhecido como artista ainda pode provocar distúrbios, mesmo que esse movimento assemelhe-se aos gestos desesperados de quem se afoga.&lt;/p&gt;  &lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A função primária do projeto de “abolição da arte” é destruir todas as mitologias culturais em que os poderes estabelecidos cristalizam a imagem de sua superioridade, de sua própria inteligência, a arte é a poltrona confortável onde o Estado das Coisas senta-se a procura de prazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Diversos grupos – passados presentes e futuros - (falaremos sobre alguns deles mais adiante), compartilham da noção de que ser um artista em uma sociedade na qual a cultura – em todas as suas esferas – é o agente primário da dominação política e o bem de consumo ideal, é um ato inerentemente contraditório, já que arte privilegia valores como a individualidade e a criatividade que são constantemente negados pela realidade econômica do capitalismo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nessa crítica, investigaremos - num primeiro momento - brevemente o rumo da estética, paralela ao estudo da moral, pela corrente da filosofia ocidental, e suas relações de justificativa do ideal, inicialmente aristocrático e depois burguês, da arte definida como cultura superior da classe dominante. Nesse momento nos concentraremos na Estética Aristotélica (ideal aristocrático) e Kantiana (ideal burguês).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos posts ou nos capítulos seguintes abordaremos o nascimento da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contra-cultura"&gt;contra-cultura&lt;/a&gt;, e traçaremos um perfil histórico de dois grupos que na minha opinião transformaram o pensamento marginal na década de 60, a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Internacional_situacionista"&gt;internacional situacionista&lt;/a&gt; e suas experimentações urbanas niilistas e iconoclastas, e o movimento &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Provos"&gt;provos&lt;/a&gt;, que ao contrário de boa parte da juventude de sua época ao invés de cair fora da sociedade, caíram dentro e Amsterdã nunca mais foi a mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Abordaremos também a contra-cultura hoje e suas interfaces com o progresso técnico no meio informacional, tomando como base o terrorismo poético&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hakim_Bey"&gt;(Hakim Bey)&lt;/a&gt;. Além do relato das intervenções executadas pelo Coletivo Costeleta e por outros grupos e indivíduos na cidade de Bauru. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-2151420023113088126?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/2151420023113088126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=2151420023113088126' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/2151420023113088126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/2151420023113088126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/08/apresentao-ou-sympathy-for-evil.html' title='Apresentação ou Sympathy for the Evil'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-5046123537994154521</id><published>2008-06-05T03:43:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T03:57:57.384-07:00</updated><title type='text'>mais fotos...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEfGbD2Hc_I/AAAAAAAAAB0/YksSpQ3CLPI/s1600-h/DSC00085.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEfGbD2Hc_I/AAAAAAAAAB0/YksSpQ3CLPI/s320/DSC00085.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208349662268322802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEfGboehq-I/AAAAAAAAAB8/bTl26r3rpik/s1600-h/DSC00069.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEfGboehq-I/AAAAAAAAAB8/bTl26r3rpik/s320/DSC00069.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208349672101489634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEfGcQ4H0aI/AAAAAAAAACE/jIRKH-cZrAw/s1600-h/DSC00070.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEfGcQ4H0aI/AAAAAAAAACE/jIRKH-cZrAw/s320/DSC00070.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208349682946265506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEfEJZwNQbI/AAAAAAAAABk/gebzMX_5WbA/s1600-h/DSC00076.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; 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Talvez seja a própria condição da nossa sociedade, ou talvez nesse exato momento eu esteja tentando encontrar causas externas, pra fatores que são internos. Na verdade eu acho que interajo melhor com coisas do que com pessoas, tudo bem que algumas pessoas são menos interessantesa do que o teclado do meu computador, ou do que um bom livro, mas o caso da manhã de hoje não foi esse, pq eu nào consegui me comunicar com uma pessoa a qual eu amo, e isso é um problema, aliás muito comum nessa coisa chamada de tempos modernos, conseguimos nos comunicar com um estudante do Azerbaijão, mas não conseguimos nos comunicar com nossos vizinhos.&lt;br /&gt;Estávamos descendo a nossa rua e passamos pelo terreno dessas fotos, minha namorada perguntou no que meu trabalho contribui? A pergunta me pegou desprevinido, eu disse que estava só tomando a cidade pra mim. E ela disse, mas onde que a arquitetura se encaixa? eu disse em nada, ela não serve pra nada, e o quê eu gosto mesmo de fazer é desenhar banheiro pra madames. Ela entrou no ônibus, e isso ficou martelando... voltei pra casa, tratei do cachorro, aliás, esse sim é um arquiteto nato, com a quantidade de entulho que há em nosso quintal, ele subverte e cria seu próprio espaço.&lt;br /&gt;Mas... tentando achar o porque enquanto eu acendo mais um cigarro... eu creio que a maneira como a cidade se implanta no território é violenta, a grelha, os carros, a sujeira, os muros, as cercas elétricas, as enchentes, a violência... tudo isso é muito presente, é universalizante e são raros os momentos em que escapamos do raio de ação do sistema. Na verdade eu quero fazer com a cidade aquilo que o meu cachorro faz com o meu quintal, alguém poderia dizer: emporcalhar, pode até ser, mas o que realmente eu quero reencontrar o prazer em viver na cidade, e tentar fazer das minhas idéias, algo perigoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasJCVI3JI/AAAAAAAAAA8/wvZ3vwzcBuk/s1600-h/DSC00081.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasJCVI3JI/AAAAAAAAAA8/wvZ3vwzcBuk/s320/DSC00081.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208039290344889490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasJj2KnmI/AAAAAAAAABE/8GAvNgIR_Y4/s1600-h/DSC00088.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasJj2KnmI/AAAAAAAAABE/8GAvNgIR_Y4/s320/DSC00088.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208039299341786722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasKTPqvZI/AAAAAAAAABM/T0TNtHopWWI/s1600-h/DSC00073.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasKTPqvZI/AAAAAAAAABM/T0TNtHopWWI/s320/DSC00073.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208039312065215890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasK6RbRDI/AAAAAAAAABU/N-dYN3sRaw8/s1600-h/DSC00078.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasK6RbRDI/AAAAAAAAABU/N-dYN3sRaw8/s320/DSC00078.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208039322541573170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasLVvoKJI/AAAAAAAAABc/UpkfRkL1cA0/s1600-h/DSC00079.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasLVvoKJI/AAAAAAAAABc/UpkfRkL1cA0/s320/DSC00079.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208039329916004498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEaozp3EoII/AAAAAAAAAA0/d2gB6_0T-lM/s1600-h/DSC00071.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEaozp3EoII/AAAAAAAAAA0/d2gB6_0T-lM/s320/DSC00071.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208035624464195714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-4437837389465486089?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/4437837389465486089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=4437837389465486089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/4437837389465486089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/4437837389465486089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/06/mais-fotos-enquanto-tento-achar-o-pq.html' title='mais fotos... enquanto tento achar o pq...'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SEasJCVI3JI/AAAAAAAAAA8/wvZ3vwzcBuk/s72-c/DSC00081.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-6018668454088520660</id><published>2008-05-22T23:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-22T23:49:38.780-07:00</updated><title type='text'>um pouquinho de delinquência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZoyBfltiI/AAAAAAAAAAM/3kloSQNIuq4/s1600-h/IMG_0820.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZoyBfltiI/AAAAAAAAAAM/3kloSQNIuq4/s320/IMG_0820.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203461628076865058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZoyhfltjI/AAAAAAAAAAU/YTebvw4lk4w/s1600-h/IMG_0821.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZoyhfltjI/AAAAAAAAAAU/YTebvw4lk4w/s320/IMG_0821.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203461636666799666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZoyxfltkI/AAAAAAAAAAc/U0EBomXvyrQ/s1600-h/IMG_0824.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZoyxfltkI/AAAAAAAAAAc/U0EBomXvyrQ/s320/IMG_0824.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203461640961766978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZozBfltlI/AAAAAAAAAAk/foLaOGmLnco/s1600-h/IMG_0834.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZozBfltlI/AAAAAAAAAAk/foLaOGmLnco/s320/IMG_0834.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203461645256734290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZozRfltmI/AAAAAAAAAAs/o1v6QGbs5ps/s1600-h/Untitled-1+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZozRfltmI/AAAAAAAAAAs/o1v6QGbs5ps/s320/Untitled-1+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203461649551701602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fotos: veri e bolhão&lt;br /&gt;desenhos de autoria do coletivo costeleta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-6018668454088520660?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/6018668454088520660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=6018668454088520660' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/6018668454088520660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/6018668454088520660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/05/um-pouquinho-de-delinquncia.html' title='um pouquinho de delinquência'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vo-Z0AdxF6I/SDZoyBfltiI/AAAAAAAAAAM/3kloSQNIuq4/s72-c/IMG_0820.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-5764726277361997838</id><published>2008-05-06T19:57:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T21:53:05.926-07:00</updated><title type='text'>Um Rolê...</title><content type='html'>Feriado com cara de preguiça, frio, céu nublado, clima perfeito pra se curtir uma preguiça, programas a dois, filmes pipocas ... Minha namorada precisava dar uma volta pela Avenida das Nações Unidas, um dos principais eixos viários da cidade de Bauru, já que essa era a sua área de estudo para um trabalho que foi entregue nessa semana e como essa cidade que parece um filme B é objeto de estudo desse meu trabalho de conclusão de curso, caminhar no frio é gostoso, nós estavamos naquele clima de amor... Porquê não!?&lt;br /&gt;O caminho de sua casa até a rodoviária levou minha memória até um ponto não muito distante, no meu primeiro contato com esse lugar. Quando encontrei meu amigo no desembarque e fomos pro seu apartamento. Minha primeira impressão foi de estar num trevo da rodovia Anhanguera, mais exatamente no trevo que fica no limite entre Pirituba e Osasco na grande São Paulo. "Puta avenidão..." pensei... a sensação durou o fim de semana inteiro, o caminho para a prova específica, o imperdível churros... Um corte e diferentes fragmentos em cada lado do sanduíche.&lt;br /&gt;Morando na cidade eu descobri que nome do sanduíche vem da cidade e não o contrário, fiquei sabendo que av. das Nações, corta a cidade de norte a sul, que a grosso modo a vida na cidade rola ao longo de algumas avenidas chaves que funcionam como fronteiras também, que a cidade se desenvolveu graças a ferrovia e com a decadência da segunda, a primeira sofreu bastante. Que concentração fundiária é das bravas, muitos vazios especulativos, algumas cicatrizes espaciais deixadas pelo poder público, que a divisão em quadrículas ignora a topografia da cidade, que eu faria os mesmos caminhos por 6 anos, uma periferia cada vez mais afastada do centro, mais vazios, uma cidade pensada pro carro... Morar no centro... desvalorização imobiliária, vazios, párias, ruas tomadas a noite, vizinhos, polícia, tráfico, buracos, potenciais...&lt;br /&gt;A tarde cai fria, vem a noite, numa república próxima choconhaque mais uma volta, o destino um viaduto inacabado, próximo aos trilhos, co caminho memórias do inconciente coletivo da cidade, trabalhadores cansados, uma quermesse, pontos de ônibus lotados, bares fechando, um riozinho poluído, um lugar esquecido pela cidade, mais um entre tantos, dessa vez o mirante tava ocupado, meia volta, pensões um carro de polícia, amor e loucura à venda na esquina de casa, um cara grisalho numa ranger decidia se ia comer ou pedir pra embrulhar. Algumas quadras pra cima, as luzes apagadas velavam o sono de uma parte da cidade adormecida. Uma luz acesa no final da rua, um soriso e uma boa noite de sono...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-5764726277361997838?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/5764726277361997838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=5764726277361997838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/5764726277361997838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/5764726277361997838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/05/um-rol.html' title='Um Rolê...'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-316785364805354983</id><published>2008-03-02T15:25:00.001-08:00</published><updated>2008-03-02T15:25:57.273-08:00</updated><title type='text'>5 sonhos do zapatismo, 5 sonhos para a resistência</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Enviado por viento de abajo em 28 Fevereiro, 2008 - 3:40am.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;5 sonhos do zapatismo, 5 sonhos para a resistência&lt;br /&gt;César Enrique Pineda Ramírez&lt;br /&gt;18 de fevereiro de 2005. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Imaginem por um momento que o capitalismo é uma edificação. Uma voluptuosa e faraônica obra que a humanidade construiu nos séculos recentes. Um sólido muro, quase perfeito que não pode desintegrar-se, já&lt;br /&gt;que os materiais com que é feito são a dominação, a exploração e a alienação. Se alguém olha o muro, parece que não há forma de derrubá-lo. Parece impenetrável, inexpugnável. Não há maneira de escapar do muro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Aproximen-se agora um pouco do muro. Olhem detidamente. Seus olhos têm que fazer um grande esforço. O muro... tem uma fenda. É uma pequena rachadura, quase imperceptível. Por essa abertura, se uma pessoa&lt;br /&gt;focaliza bem a vista, parece que se pode ver do outro lado. Mas a rachadura não deixa ver muito bem. É uma fissura, que parece, não faz nenhum dano à solidez do grande muro. Essa fissura, é o zapatismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O zapatismo nos ajuda a ver do outro lado. A sonhar com o outro lado, já que mal podemos ver uma pequeníssima parte. Alguns dizem, que esta idéia é uma ilusão, algo infantil, mal uma quimera juvenil, desorientada e&lt;br /&gt;confusa. Nós cremos que é uma possibilidade, uma rota por explorar, um caminho que quiçá podemos caminhar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O zapatismo nos ajuda a pensar ao inverso. De fato, em muitas formas, é uma revolução ao inverso. É um exército que não usa suas armas. São revolucionários que falam de amor. É uma forma de fazer política que não procura tomar o poder. São indígenas pobres, não uma vanguarda iluminada cujo programa, liderança e carisma se tenha que seguir cegamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O zapatismo tem muitas possibilidades de interpretação e de leituras. Façamos uma mais. Reorganizemos as contribuições do zapatismo às resistências do México, América e o mundo, para dizer que são cinco.Comecemos por uma delas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;1) Por um mundo onde caibam muitos mundos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Diversidade e identidade &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Durante muitos anos, de fato durante os últimos dois séculos, o pensamento humano e também dos movimentos de resistência foi construído sob algumas premissas básicas. O pensamento moderno, sob o influxo da&lt;br /&gt;ilustração, do pensamento newtoniano e depois do positivismo gerou a visão de que poderiamos construir a verdade a partir da racionalidade. Construiu-se a idéia de que poderiamos encontrar através da ciência, a&lt;br /&gt;verdade, e com ela, construir leis universais do funcionamento da história. Nossos movimentos, os movimentos de resistência históricos adotaram esta visão. Se encontrávamos e compreendíamos esse&lt;br /&gt;funcionamento, só era questão de seguir as pautas dessa verdade científica para construir a revolução. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Esta idéia sobre a verdade, a racionalidade e a ciência, gerou um marco de pensamento patriarcal, linear, mecanicista, teleológico, que ajudou&lt;br /&gt;muito na construção de uma modernidade desenvolvimentista e em constante expansão. A idéia de progresso, desenvolvimento e crescimento se adotou&lt;br /&gt;pela humanidade, pela esquerda e por nossos movimentos como um fato sem questionamento da evolução humana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Mas esse pensamento ajudou muito ao funcionamento de um sistema que precisamente precisa crescer sem obstáculos. É o funcionamento do capitalismo. O capitalismo cresce, ou perece. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Esse pensamento está em crise hoje. O zapatismo se inscreve na desestruturação desse pensamento. É por que as bases deste pensamento modernizador, desenvolvimentista, positivista causaram vários estragos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Os zapatistas, o zapatismo, propõem um mundo onde caibam muitos mundos. O zapatismo propõe a idéia da verdade múltipla frente às leis universais&lt;br /&gt;de verdades únicas. O EZLN disse que "as verdades nascem, crescem,desenvolvem-se, decaem e morrem". O pensamento dominante ou hegemônico ajudou a criar a idéia de que se tinha que homogeneizar,desenvolver, modernizar. Esta visão ajudou a arrasar a&lt;br /&gt;diferença, as culturas, "os diferentes" em nome de uma modernidade racional que avançava inexoravelmente para um mundo melhor. Os povos índios, mas não só eles, sofreram as conseqüências desta visão. O zapatismo se inscreve numa onda de novas idéias que nos dizem que a&lt;br /&gt;história não está escrita, que não necessariamente avançamos para um sistema melhor, e que o múltiplo e o diverso não são um obstáculo, senão que as diferenças são uma riqueza a proteger, a preservar. A&lt;br /&gt;diversidade nos ajuda a avançar. Um mundo onde caibam muitos mundos é a proposta de um outro mundo onde convive, em unidade, a diversidade,&lt;br /&gt;sem que uns se imponham a outros. Um mundo onde cabem todos, não é só uma idéia utópica do futuro, é uma forma de ver-nos, sonhar-nos, falar-nos entre nós. Hoje a política não se faz mais em nome de&lt;br /&gt;verdades científicas. O zapatismo é parte desta nova forma de pensar, que dizemos, é pensar ao inverso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;2) Que o que mande, mande obedecendo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Estado e poder &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;É suficiente tomar o poder político?, concebido este como o poder do estado, o poder que se considerava como o único e o mais importante. O zapatismo, e nós, cremos que não. Que poder do estado é um poder inevitável, sim, mas não é todo o poder, nem é todo o político. Mais importante que quem esteja no poder dizem os zapatistas é que quem está no poder, mande, mas mande obedecendo. Esta idéia com que o zapatismo contribui, é de novo uma idéia ao inverso. A esquerda construiu uma idéia providencial e heróica da tomada do poder. O caminho da transformação ou da queda do capitalismo é uma grande odisséia, quase sempre encabeçada por&lt;br /&gt;um herói, enche de dor e sofrimento onde ao final do caminho, a vitória,isto é, a tomada do poder é a grande chegada, o grande dia, o momento em que se bifurca a história em duas grandes etapas. Num antes e num depois. A partir daí, e SÓ a partir daí, a história e o homem começavam a mudar. É o que Immanuel Wallerstein chama a estratégia de dois passos: tomar o&lt;br /&gt;poder e depois, e só depois, mudar ao mundo. A estratégia dos movimentos de resistência girava ao redor desta rota. Era uma estratégia digamos,&lt;br /&gt;estadocêntrica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Mas esta idéia também se deteriorou, ainda que siga sendo muito importante. O zapatismo, ao propor que o que mande, mande obedecendo, reconhece a idéia da representatividade, mas com novos e coletivos&lt;br /&gt;controles democráticos. Concebe às direções e as lideranças como resultado de um processo coletivo democrático, não como a vanguarda clarificante que&lt;br /&gt;deve guiar-nos ao grande dia da transformação. A história do zapatismo também está cheia de exemplos de como o estado e sua força não são o único referencial e muitas vezes nem o mais importante em sua estratégia&lt;br /&gt;política. Evidente que há conflito frente ao estado dominante e as elites mexicanas que governam. O levante armado deixa claro isto. Mas seu atuar parecesse uma lógica muito mais ampla, sua agenda não só define o conflito estatal. Há outras áreas, "outra coisa" dizem os colegas zapatistas, que é desenvolver suas próprias forças, dialogar com o resto, pensar nas alternativas, falar delas. Tudo isso não necessariamente está unido de forma direta com o poder estatal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Mandar obedecendo significa repensar o poder. Não é só uma proposta ética, senão uma proposta que desarticula a lógica do poder tal e como a conhecemos. Desarticular as regras do poder implica evidentemente a luta&lt;br /&gt;acima, contra os senhores do poder e a exploração mas também abaixo, entre nós, rompendo os esquemas de dominação em nossas famílias, trabalho e&lt;br /&gt;escolas; entre homens e mulheres, entre adultos e jovens, entre raças, em nossas organizações e coletivos, em nossas relações cotidianas. É gerar&lt;br /&gt;uma nova relação que permita a construção de um novo poder que decida de baixo para acima, que se autogoverne e determine assim mesmo. Implica&lt;br /&gt;construir uma ordem social alternativa e global. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Esta proposta é crítica do sistema imperante em seu conjunto e não só do governo da vez. É uma revisão à lógica do sistema e não só uma crítica aos&lt;br /&gt;dominadores. Mandar obedecendo significa também a subordinação do estado aos povos. Implica a democratização cada vez mais profunda do novo poder e&lt;br /&gt;o correspondente processo de devolução progressiva das funções usurpadas pelo estado à sociedade mesma. Não há que tomar o poder, senão construí-lo. Não há que tomar o sistema por assalto, há que deconstruí-lo e nesse processo experimentar, desenhar, sonhar, um sistema alternativo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;3) Somar e não rachar. Construir e não destruir. Convencer e não vencer.&lt;br /&gt;Representar e não suplantar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Nova forma de fazer política. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Mas, como construir então um sistema alternativo global? O zapatismo com o mandar obedecendo, e o mundo onde caibam muitos mundos propõe algumas pistas para isso. Propõem um terceiro elemento. A construção de um novo mundo, de um mundo outro, precisamente de outra política. A história da esquerda de nossos movimentos está cheia de tristes exemplos onde os piores vícios do poder dominante foram reproduzidos em nossas organizações, em nossas decisões, em nossas estratégias. É uma história que separava os meios dos fins. Se procurávamos um mundo melhor para&lt;br /&gt;todos, o socialismo, o comunismo ou a revolução a secas, isto justificava qualquer meio para se chegar a isso. Hoje, através da história, sabemos que&lt;br /&gt;este pensamento pragmático deixou muito que desejar e que as cooptações, a corrupção, o sectarismo, o vanguardismo, o setorialismo, o autoritarismo&lt;br /&gt;abalaram a credibilidade e a esperança dos povos que viram seus dirigentes revolucionários converter-se em ditadorezinhos em seus partidos, em suas&lt;br /&gt;organizações. Que viram enriquecer-se às classes que falavam de um mundo igualitário. Que viram reproduzir o poder que tanto se criticava. Os que se diziam dominados, convertiam-se em novos dominadores. Uma nova ética, fundada em espaços coletivos é condição imprescindível para um novo mundo.&lt;br /&gt;Por isso o zapatismo propõe aos movimentos somar e não rachar, acostumados estes à divisão, à discussão estéril. Propõe construir e não destruir,acostumada a esquerda a dilapidar todo o feito de mudança para controlar tudo o que quer. O zapatismo propõe convencer e não vencer, acostumada a esquerda aos piores vícios do acordo a escuras, da votação que achata, do&lt;br /&gt;acordo imposto. Propõe representar e não suplantar; construídas as organizações e os partidos com as vozes de muitos que na prática costumam ser a voz de um só. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Sem novos movimentos, que se desenvolvam, experimentem e atuem dentro de um novo marco ético, o outro mundo se afasta, com o descrédito frente aos olhos dos povos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;4) Há que caminhar ao ritmo do mais lento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Revolução e sujeito de mudança &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Eliminando o velho vanguardismo, esse que dizia que se uma elite clarificada tinha o programa e a estratégia adequadas, as massas iriam correndo abraçar a revolução, o zapatismo entende mais a nossas&lt;br /&gt;estratégias de resistência e construção de alternativas como um processo. A imagem "ultra" de empurrar metas que ainda não são realizáveis se derruba frente à idéia de que há que caminhar ao ritmo do mais lento.&lt;br /&gt;Eliminando de novo a intenção de impor idéias e estratégias que por muito corretas, por muito avançadas que sejam não podem ser cristalizadas sem o&lt;br /&gt;outro, sem os outros, que devem compartilhar, entender e enriquecer ditas propostas. Caminhar ao ritmo do mais lento é construir um processo coletivo para caminhar, e não correr deixando ao resto atrás. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Por outro lado, o mesmo levantamento rompia com o esquema do sujeito revolucionário. Enquanto uma parte da esquerda se nega a reconhecer que não só há um ator de transformação, o pensamento e a ação zapatista são um exemplo entre muitos outros de que nenhum setor tem um papel histórico predeterminado. E mais ainda, que a classe operária industrial, à que se atribuía um papel protagônico teve posições bem mais conservadoras frente à emergência de novos atores como os povos índios, os trabalhadores desempregados ou os movimentos de mulheres e pelo ambiente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;5) Há que caminhar perguntando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Diálogo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Finalmente os zapatistas dizem que há que caminhar perguntando. Toda a concepção zapatista é uma forte crítica ao pensamento ortodoxo de esquerda, mas mais ainda, ao pensamento moderno ilustrado. Caminhar&lt;br /&gt;perguntando implica o reconhecimento dos outros como atores para as alternativas e a construção, digamo-lo assim, revolucionária. Caminhar perguntando se inscreve numa visão profundamente democrática interna e&lt;br /&gt;externa dos atores. Implica reconhecer que podem existir outras estratégias, implica reconhecer que devem mediar estratégias de consulta e consenso ao interior de nossos movimentos e que o diálogo como forma de articulação é um veículo poderoso entre os movimentos para desarticular muitas formas de dominação de maneira radical. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A ação do EZLN está cheia de exemplos de caminhar perguntando: Desde processo de consulta e construção interna do zapatismo, até os processos de encontro nacional e internacional que o EZLN convocou em inumeras ocasiões aos movimentos. Em todos os casos, das cinco contribuições que comentamos aqui, a praxe zapatista representa um experimentar constante.&lt;br /&gt;Não desejamos mitificar aqui a ação zapatista. Sabemos e conhecemos suas próprias limitações, contradições e erros. Parece-nos, no entanto, que o movimento zapatista faz contribuições ao pensamento crítico que não podemos deixar de lado porque são assinalamentos profundos de uma reconstituição de nossas formas de pensar e construir nosso horizonte utópico. Estas cinco contribuições se entrelaçam cada uma, estes cinco&lt;br /&gt;sonhos são como as cinco pontas de uma estrela, a zapatista que abre uma discussão universal sobre o poder, a diversidade, o estado, a revolução e&lt;br /&gt;as formas de fazer política. A estrela vzapatista não é um novo dogma. É uma fissura no pensamento hegemônico para pensar ao inverso e para olhar do outro lado do muro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Gretas e fissuras do gordo muro capitalista &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Retomemos, finalmente nossa idéia inicial. Voltemos ao muro sistêmico do qual falávamos ao começo desta intervenção. Olhemos novamente no muro,afastemos a vista. Saiamos do zapatismo. Procuremos finamente por toda a parede do capitalismo. Veremos, se soubermos ver, que há mais fissuras e coarteaduras. O Exército Zapatista de Libertação Nacional é um sintoma,&lt;br /&gt;um sinal, uma pista, um sinal entre muitas outras. Uma greta entre muitas outras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Frente aos limites do sistema formal, frente à pobreza e a exclusão uma pequena parte dos povos resiste, mas também experimenta com novas formas de fazer relação humana. Os sem terra, os zapatistas, os piqueteros&lt;br /&gt;territorializam suas resistências, criando pequenas zonas, pequenas ilhas de libertação. Fissuras do sistema. Erros da Matriz. Outros mundos,&lt;br /&gt;"outras coisas" como dizem os zapatistas. Nesses espaços que não chegam a erosionar o funcionamento geral sistêmico, digamos a fortaleza do muro, no&lt;br /&gt;entanto, opõe-se uma ação e um pensamento diferente ao hegemônico. São laboratórios de experimentação: juntas de bom governo, assembléias populares, terras tomadas que produzem; são sinais, pistas de como se olha&lt;br /&gt;a vida, o mundo, do outro lado do muro. Frente à individualização e a concorrência se opõem o comunitarismo, a solidariedade e a cooperação. São&lt;br /&gt;espaços onde se deconstrói o pensamento dominante. São espaços onde vemos alguns sinais de como seria uma nova educação, novas relações de intercâmbio e de comércio, formas experimentais de produzir cultura e&lt;br /&gt;informação e o mais importante, formas novas de poder coletivo. Nessas experiências, mas também em muitas outras em todo o planeta, não há distinção entre lutas políticas e sociais, entre lutas materiais e&lt;br /&gt;culturais. Igual se põe a mover a produção que questionar as relações hierárquicas e patriarcais. Igual há formas políticas de resistência&lt;br /&gt;frente ao capital e o neoliberalismo que reivindicação da identidade cultural local. Igual se luta local e nacionalmente que globalmente. Nesses espaços se começou a derrotar o poder simbólico que mantinha atados aos grupos subalternos. A greta no muro começou a alargar-se. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Pensamos que essas fendas, essas fissuras, essas ilhas de libertação podem crescer, podem articular-se. Podemos, como diz o Subcomandante Marcos, fazer de nossas ilhas uma barca para ir encontrar-nos. Uma fissura que se reúne com outra pode provocar que se desmorone uma parte do muro. Centenas de pequenas gretas, enredadas entre si, de muitas formas, de muitos&lt;br /&gt;tamanhos poderia quiçá, talvez, derrubar e fazer estourar ao muro por completo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Não o sabemos com certeza. Quiçá valha a pena tentá-lo. Quiçá sim há algo melhor por trás do muro. Quiçá seja esse outro mundo, que dizemos, que é possível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Enrique Pineda é integrante da agrupação mexicana Jovens em Resistência&lt;br /&gt;Alternativa e recém egressado da carreira de sociologia na Universidade&lt;br /&gt;Autônoma Metropolitana Xochimilco. Contato:&lt;br /&gt;resistenciaglobaljra@yahoo.com.mx &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-316785364805354983?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/316785364805354983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=316785364805354983' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/316785364805354983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/316785364805354983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/03/5-sonhos-do-zapatismo-5-sonhos-para.html' title='5 sonhos do zapatismo, 5 sonhos para a resistência'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-8352255357145171558</id><published>2008-01-30T10:45:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T10:52:06.619-08:00</updated><title type='text'>Sobre Revoluções, Levantes, Sonhos, Oaxaca e outras coisas que não se aprende vendo TV.</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;texto publicado originalmente em 20/11/2006 no meu outro blog ( http://navecaiu.blogspot.com)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;       &lt;/h3&gt;                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero começar essas linhas em tom de reflexão, justamente porque ao se falar de sonhos, o rigor da norma, a imparcialidade e outras convenções, roubam a magia desses instantes, momentos estes que não há outra palavra para classificá-los senão como mágicos.&lt;br /&gt;De início, é preciso falar sobre algo desagradável, admito, queria começar com algo mais ameno, mas essa pergunta que não quer calar, se faz necessária. Porque será que toda vez que o mundo vira de cabeça pra baixo, as coisas sempre voltam a ser como eram antes? Ou até pior?! A Roda Viva da História segue seu giro, revolução, pessoas lutando para quebrar suas amarras, o estado das coisas reage com firmeza, gera traições, que culminam em um Estado ainda mais opressor, e novamente, botas em marcha e tons de um cinza tristonho.&lt;br /&gt;Sabemos que a História é contada pelos vencedores, e eles classificam os levantes, ou insurreições, como revoluções que fracassaram, justamente por não completarem seu ciclo, movimentos fora e além da espiral hegeliana de “progresso”, esse ciclo vicioso em que vivemos. Surgo: levante, revolta. Insurgo: rebelar-se, levantar-se. Ações de independência. A quebra das amarras dessa roda, porque não dizer kármica?! Que rege nossas vidas.&lt;br /&gt;Disseram-me que a história é tempo, sendo assim, uma insurreição é um momento fora do tempo, um instante mágico em que o homem enfim se liberta. Pra isso darei um exemplo que se desenrola enquanto escrevo, em Oaxaca, ao sul do México, um insurgo está em andamento. Um país democrata-liberal que passa por uma série de escândalos eleitorais. Tudo começou com uma greve de professores, que sofreu uma reação violenta por parte do estado, que gerou uma insatisfação geral na população que se organizou em apoio na luta contra o Estado das Coisas, essa reação foi pacífica, sem líderes, gerida e pensada pela comunidade, comunidade esta com raízes indígenas, guerreiras e acostumadas com a horizontalidade de decisões. O governo enviou seus esquadrões da morte, à paisana, clamando por sangue. O povo ergueu suas barricadas, tomou rádios e universidades, e vêm se defendendo desde julho. O governador tentou copiar seus amigos Yankees, e no feriado de finados tentou um último ataque, que foi frustrado com pedras e molotovs. Essa coisa não se vê na TV, e aparecem em notas pequenas nos jornais, onde o espírito de coletividade dessa aliança popular nem ao menos é citado. Alguns sonhadores, e posso dizer que me incluo entre eles, chamam esse instante mágico como uma nova comuna de Paris, e torço pra que ela não seja destruída como sua antepassada, e que também nunca entre na Roda Viva.&lt;br /&gt;Mas a insurreição também não precisa ser armada. Nossos cotidianos podem possuir também essa mística, momentos de libertação em que juntos somos senhores de nós mesmos. Por mais que o controle e as relações de poder tenham suas influências nefastas até mesmo na esfera de nossa vida privada. Em nosso cotidiano, com todas suas alegrias e desgraças, é que reside a chave para essas fugas da História como a conhecemos. Nas conversas de bar, nas associações de bairros, nos centros acadêmicos, nos escritórios, na sala da sua casa. Escreva um poema e depois um livro, plante uma árvore, deixe o carro em casa, saia de bicicleta. Se organize, entre para uma ong, um coletivo, sei-lá. espalhe suas idéias, converse com um amigo. Olhe nos olhos. Mate um dia no trabalho, atire poemas nas vidraças, escreva a sua música nas paredes. Vibre! Mas não vibre sozinho, grite pra todo mundo as coisas que aprendeu enquanto estava mudo, conecte-se com os outros, espalhe essa idéia, façamos nossos próprios levantes. Que essas insurreições cotidianas sejam nômades e fantásticas, pequenos instantes fora da lógica que seguimos, que se comece uma reação em cadeia, como um big bang que surge da explosão de uma partícula hiper-densa. Qual será a densidade dos nossos sonhos?Sejamos quem quisermos façamos aquilo que der na cabeça. Afinal, somos todos condenados à liberdade.&lt;br /&gt;Encerro essa divagação, com um poema que eu reli na noite passada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, com um Pão debaixo dos Ramos,&lt;br /&gt;Um frasco de Vinho, Um Livro de Versos – e Vós&lt;br /&gt;A meu lado cantando no Deserto&lt;br /&gt;E o Deserto é o Paraíso para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, meu Amor, encha a taça que redime&lt;br /&gt;O hoje das Lágrimas passadas e futuros temores –&lt;br /&gt;Amanhã? – Bem, Amanhã eu posso ser&lt;br /&gt;Eu mesmo com os Sete Mil Anos de Outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Amor! Poderíamos conspirar com as Moiras&lt;br /&gt;Para agarrar inteiro esse lamentável Esquema das Coisas,&lt;br /&gt;Não iríamos estilhaçá-los em pedaços – e então&lt;br /&gt;Remoldá-lo mais próximo dos Desejos do Coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omar FitzGerald.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma exortação do Profeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vos digo: é preciso ter ainda caos&lt;br /&gt;dentro de si, para poder dar luz a uma&lt;br /&gt;estrela dançarina. Eu vos digo: ainda&lt;br /&gt;há caos dentro de vós...&lt;br /&gt;- Zaratustra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.rizoma.net&lt;br /&gt;www.sabotagem.revolt.org&lt;br /&gt;http://www.midiaindependente.org/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-8352255357145171558?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/8352255357145171558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=8352255357145171558' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/8352255357145171558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/8352255357145171558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/01/sobre-revolues-levantes-sonhos-oaxaca-e.html' title='Sobre Revoluções, Levantes, Sonhos, Oaxaca e outras coisas que não se aprende vendo TV.'/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8681820447730052192.post-3914445746189834731</id><published>2008-01-29T06:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T06:58:09.387-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Pátria, Empresa e Mercadoria” Carlos B Vainer – Resenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os modelos de planejamento urbano que competem para assumir o trono deixado pelo projeto modernista está o chamado planejamento estratégico. Modelo este difundido no Brasil em ação combinada de agências como a Habitat e por consultores internacionais, catalães em sua maioria, possuindo como um dos expoentes máximos desse novo conceito de planejamento urbano a cidade de Barcelona.&lt;br /&gt;Tal experiência tem origem nas técnicas de gestão empresarial, com a justificativa de que as cidades de um mundo globalizado passam pelos mesmos problemas e devem ser administradas com a mesma lógica de uma empresa. Ou seja as cidades devem tornar-se competitivas com o intuito de atrair investimentos e passar para trás suas concorrentes.&lt;br /&gt;A cidade se vende no sentido em que busca se adequar as necessidades do capital especulativo, criando toda uma infra-estrutura para esses consumidores em potencial enquanto a grande massa de excluídos é tratada como problema paisagístico em seus postulados. Transforma-se em empresa quando se apropria de técnicas de marketing e business com o intuito de atrair mais investimentos e enxugar gastos em setores “improdutivos” como saúde e educação, atuando apenas a favor do capital e por fim apropria-se da imagem de pátria quando se apóia na figura de lideranças carismáticas, matando a cidadania quando a contestação e o posicionamento são banidos da esfera administrativa municipal.&lt;br /&gt;Enquanto a visão moderna de planejamento urbano possuía como alicerce o taylorismo e sua lógica tecnicista, funcionalista e racional, os novos “gestores da cidade”, se apóiam em doutrinas como o toyotismo criando uma maior alienação em relação ao espaço, as relações sociais urbanas deixam de ter importância, a premissa é tornar a cidade rentável a qualquer custo, função esta delegadas aos citadinos.&lt;br /&gt;Nessa nova concepção de cidade, a polis (lugar de confrontos de idéias, berço do cidadão, onde ocorre a real interação humana com o espaço) perde terreno para a city (sede de grandes investimentos, lar dos citadinos, dóceis autômatos que sob a liderança de figuras carismáticas exercem suas funções pelo bem da city). No entanto, algumas formas de resistência ainda sobrevivem, na medida em que os habitantes da cidade lutam pela cotidianização da política, gerando um processo de reconstrução e reapropriação dos espaços públicos, norteando assim uma nova alternativa, que apesar de ainda não estar organizada não deixa de ser uma saída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8681820447730052192-3914445746189834731?l=kaozmatron.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kaozmatron.blogspot.com/feeds/3914445746189834731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8681820447730052192&amp;postID=3914445746189834731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/3914445746189834731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8681820447730052192/posts/default/3914445746189834731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kaozmatron.blogspot.com/2008/01/ptria-empresa-e-mercadoria-carlos-b.html' title=''/><author><name>saddam gos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00492555325944875814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
